domingo, 10 de abril de 2011

EUA ultrapassam China em vendas em fevereiro


Relatório aponta recuperação do mercado norte-americano. Brasil mantém 5º lugar no ranking mundial

Relatório da consultoria A JATO Dynamics do Brasil, aponta que a China foi superada em vendas pelos Estados Unidos em fevereiro, apesar do crescimento de 3,2% em comparação ao mesmo período de 2010, ante 27,3% de aumento das vendas no mercado norte-americano. Em terceiro aparece o Japão, apesar da queda de 12,6%. Os dados chineses incluem apenas veículos de passeio. Para o restante dos países os números englobam carros e comerciais leves.

A Índia continua em ascendência no mercado mundial e aparece consolidada no mês em 4º lugar, com aumento de 20,5% nas vendas de veículos. O mercado indiano está na frente de Brasil e Alemanha, que obtiveram aumento de 22,5% e 16,1% em relação a igual período no ano anterior, respectivamente. A França apresentou aumento de 13,3%, ficando em sétimo lugar.

A Itália continua a mostrar trajetória de queda com vendas 20,2% menores. A Rússia aparece em 9º lugar com crescimento de 79,8% e a Coreia surge entre os dez maiores e fecha o ranking em 10º lugar, com aumento de 0,9% no período.

As grandes montadoras focaram nos produtos de entrada ‘sticker prices’ , dando um novo impulso na recuperação das vendas. A boa notícia para os compradores do mercado americano é que os descontos devem continuar nos próximos meses. "Este fato faz com que as vendas estejam começando a superar às expectativas. É a real oportunidade de compra.”, afirma João Carlos Rodrigues, diretor de Vendas de O&M/Concessionárias da Jato Dynamics do Brasil.

“Os Estados Unidos retornam ao primeiro lugar, posição que demonstra a estabilidade e força no segmento automotivo e principalmente o início de recuperação da economia. A Índia surpreende e mantém a 4ª colocação, com certeza será difícil manter esta posição e o Brasil deve recuperar sua posição, a grande vantagem é que os BRICs mantêm sua força e a Rússia já alcança a 9ª colocação.”, afirma Luiz Carlos Augusto, diretor superintendente da Jato Dynamics do Brasil. 

por Redação (Auto Esporte)

Como seria o Chevrolet Veraneio hoje em dia?

Projeção da versão moderna da Chevrolet Veraneio: detalhes geralmente usados nos utilitários esportivos vendidos nos Estados Unidos

O designer Eduardo Oliveira faz as projeções da lendária perua 

Sempre lembrada por ter sido viatura policial, perua escolar e ambulância nos anos 70 e 80, a perua Chevrolet Veraneio ficou registrada na memória de muita gente no Brasil. Quem já passou dos 30 deve se lembrar: o modelo da GM foi símbolo de repressão, seja dos militares ou dos policiais que precisavam de muita habilidade para equilibrar o carro nas curvas atrás da bandidagem. Era um desafio às leis da física dirigir rápido com um ajuste de suspensão claramente voltado para o conforto. De qualquer forma, por ter sido um modelo marcante, a Veraneio merece uma releitura moderna, não? Foi o que fez o designer Eduardo Oliveira. 

“A Veraneio é um projeto antigo meu, inclusive o modelo é baseado na geração anterior da Silverado, tentei deixar detalhes que lembrassem a versão antiga como o vinco lateral que faz uma curva descendente, a traseira mais inclinada e na frente o formato da grade das picapes dos anos 70 da Chevrolet”, explica Oliveira. De fato, a versão original perua tinha alguns detalhes estéticos bem característicos. O principal deles era a traseira saliente com as pequenas lanternas inconfundíveis, de formato côncavo, montadas na vertical. Na frente, a enorme grade cromada e os vincos no capô faziam parte da cara de poucos amigos do carro que é o avô da esquecida Blazer de hoje em dia, depois de ter cedido lugar à mais compacta Bonanza


Chevrolet Veraneio original: produzida por três décadas

Mas apesar do aspecto sombrio, a Veraneio também tinha seu lado  simpático. Conseguia acomodar até oito pessoas com ajuda do banco inteiriço e da alavanca de câmbio na coluna de direção, a mesma usada no sedã Opala
 
Tinha curso longo entre as trocas das três marchas, mas funcionava bem com o motor de seis cilindros, forte o suficiente para empurrar as quase duas toneladas de peso com certa desenvoltura. O problema é que a boa disposição tinha um preço: o alto consumo. Não passava dos 4,8 km/l na cidade e 5,5 km/l na estrada. Mas quem se importava? Bom era acelerar e ouvir os “seis canecos” trabalhando a todo vapor.

Com boa disposição, o carro precisou ao longo do tempo de melhorias nos freios e na direção para se tornar menos perigoso em velocidade. Foi providenciado um sistema de freio com assistência (servofreio) e discos ventilados. Além disso, ganhou direção hidráulica para ajudar nas manobras. 

Mas a reforma mais completa veio em 1989, quando passou a ter linhas mais retas, baseadas no desenho das picapes A/C/D20 da época. Perdeu bastante das características originais, mas recebeu o conforto do ar-condicionado. 

Chegou até ter rodas de liga-leve, vidros elétricos e direção com assistência eletrônica na versão de luxo Custom. Mas não resistiu à chegada de modelos mais modernos e saiu de linha em 1994.

por Carlos Guimarães com projeções de Eduardo Oliveira (Auto Esporte)

domingo, 3 de abril de 2011

A nova geração com câmbio automatizado


 
Apesar da certa popularidade que já conquistou por aqui, muita gente ainda se confunde quando o assunto é câmbio automatizado, ou robotizado, como também é chamado. Mas, acredite: este tipo de transmissão não é igual ao tradicional câmbio automático, mesmo não tendo o pedal da embreagem para ajudar sua vida no trânsito.



Isto quer dizer que a caixa de câmbio é a mesma de um carro com transmissão manual. A diferença é que o automatizado tem um sistema que gerencia as trocas, conhecido como TCU – Transmission Control Unit. É ele que recebe as informações, como o curso do pedal do acelerador e a rotação do motor, e envia o comando para a realização da troca de marchas para um sistema elétrico ou eletro-hidráulico. E saiba que esta mudança de marchas na hora certa traz algumas vantagens para toda a transmissão. 


Para saber quais carros possuem esta transmissão é fácil, basta uma rápida consulta para perceber que vários modelos de diferentes marcas já contam como o sistema. A Chevrolet, por exemplo, tem o modelo Easytronic, usado na minivan compacta Meriva.  A Volkswagen disponibiliza para as famílias Gol e Polo o sistema chamado de “I - Motion”; enquanto que a Fiat oferece para as linhas Palio, Linea, Idea e Stilo, por exemplo, a sua transmissão Automatizda Dualogic. E saiba que a tendência é cada vez mais você encontrar carros com esse tipo de transmissão nas ruas.   


Na prática, não dá pra negar, levará certo tempo até que você se acostume com esta novidade, afinal, foram muitos anos engatando as marchas manualmente. No entanto, o automatizado traz a grande vantagem de garantir muito mais conforto ao dirigir e segurança, pois garante que você mantenha as duas mãos no volante constantemente, um pequeno detalhe que diminui o stress e, principalmente, os riscos de acidente.

por Redação (Auto+TV)

Como funciona a direção hidráulica


Antigamente os automóveis não eram controlados pelo sistema tradicional de volante como conhecemos hoje, mas por um equipamento precário e inconveniente de direção. Na verdade, a história não registra qual o primeiro carro a  adotar essa roda desajeitada conhecida como direção ou volante.

Sabe-se, porém, que a partir de 1898, ela passou a equipar todos os carros, sem sofrer, praticamente, qualquer evolução significativa em sua forma e em seus princípios de funcionamento. Só no fim da década de 50, quando o volante já era sexagenário, surgiram as primeiras tentativas sérias para substituí-lo por outro sistema mais eficiente.

Hoje já podemos contar com alguns tipos de mecanismos de direção, como a mecânica e a servo assistida, que é constituído por um sistema hidráulico, eletro hidráulico ou elétrico, e que reduziram muito o esforço do motorista em manobras de direção. 

A direção hidráulica deixou de ser um acessório de luxo e hoje se tornou um equipamento necessário e comum, na maioria dos veículos. Ela facilita as manobras mesmo com o veículo parado porque alivia o peso ao girar o volante.

O sistema de direção hidráulica é constituído pelo mecanismo de direção, bomba hidráulica, reservatório de óleo e tubulações de alta e baixa pressão. Em veículos equipados com direção hidráulica, o motorista comanda a parte mecânica do conjunto com facilidade, pois o maior trabalho é feito hidraulicamente, diferente da  direção comum, onde a cremalheira é movida só pela força aplicada ao volante.

Nos últimos cinquenta anos, os sistemas de direção dos carros não mudaram muito, mas na próxima década, certamente, teremos mais avanços nos conjuntos de direção dos carros, que agora começam a receber muitas novidades e aperfeiçoamentos em busca de mais eficiência, economia e conforto.

por Redação (Auto+TV)

Novo Malibu será global

18 de Abril é o dia escolhido pela GM para apresentar o sedan que terá plataforma única no mundo inteiro


A Chevrolet revelou esta semana em sua página do Facebook o primeiro teaser do novo Malibu. A imagem mostra o carro vermelho visto a partir da traseira, com um conjunto ótico formado por duas lanternas quadradas e iluminadas por LED´s. O mais interessante, no entanto é que de acordo com Rick Scheidt, vice-presidente da Chevrolet o novo carro será vendido simultaneamente na América do Norte, América do Sul, Europa, Ásia, África e Austrália pois foi desenvolvido para atender as necessidades de todos os consumidores ao redor do mundo.

O novo Malibu virá equipado com um motor a combustão (provavelmente o Ecotec 2.0 e 2.4 litros associado a um cambio de seis marchas) e também terá versões híbridas e elétricas. Esta será a oitava geração do modelo que foi lançado inicialmente nos EUA em 1964. No Brasil sua participação no mercado ainda é tímida, mas nos EUA mais de 200 mil unidades foram vendidas em 2010.

Um clássico: o Malibu chegou em 1964 como uma das versões do Chevelle, lançado pela GM para concorrer com os modelos europeus que desembarcavam na América. Com diversas opções de motores e acabamentos, era um dos modelos mais versáteis da linha. Em 1970 chegou ao seu auge equipado com motor V8 454 de 7,4 litros de 450cv. Após várias modificações o carro ficou em linha até 1983 e voltou em 2008 como um sedan médio de inspiração esportiva.

por Redação (Auto+TV)

sábado, 2 de abril de 2011

Audi lança bicicletas feitas de madeira



Depois que BMW, Land Rover e McLaren lançaram seus modelos sobre duas rodas, agora é a vez da Audi se juntar ao time das montadoras automotivas a entrar no segmento das bicicletas sofisticadas. A série especial da marca, que leva o nome de Audi Duo, foi desenvolvida em parceria com o estúdio Renome Desing, conhecido por construir bicicletas com estrutura de madeira.

Segundo a Audi, a madeira foi escolhida como material estrutural graças a sua capacidade de absorver choques e vibrações. Além disso, a madeira é ainda mais leve que o alumínio o que torna uma estrutura construída com os dois materiais ainda mais leve que a maioria das bicicletas. 

 
   Divulgação A Audi Duo ainda conta com componentes de alumínio e fibra de carbono, freios a disco e iluminação de led. O acabamento é arrematado com detalhes de madeira, como são os interiores dos carros da Audi

A série de bikes possui três modelos: Duo City, Duo Sport e Duo Road, feitos artesanalmente pelo estúdio Renovo sediado em Portland, nos Estados Unidos. Os modelos deverão sair da fábrica com o custo de US$ 6.530, US$ 7.350 e US$7.460, respectivamente. 

por Redação (Revista Auto Esporte)

Adesivo para pequenos riscos

  
Aplicado sobre a pintura danificada, um adesivo esconde arranhões até o reparo definitivo ser feito

Sabe aqueles incômodos riscos ou raladinhas na pintura, causados por chave, pedrinhas ou vagas apertadas de estacionamento? Pois agora eles podem ser disfarçados por uma espécie de adesivo, que recobre a área afetada até que o conserto definitivo seja feito.

Recém-lançado no mercado, o StickerFix é uma folha de vinil transparente que pode ser pintada na cor do veículo, cortada por meio de um equipamento especial em diversos formatos, com cantos arredondados, e então aplicada na superfície avariada, previamente limpa com água e sabão neutro. Além de esconder o dano, ajuda a reduzir os efeitos de uma possível corrosão. O produto pode ser usado também preventivamente em locais propensos a arranhões, como as extremidades das portas ou mesmo sob o bocal do tanque, do qual pode respingar combustível.

Desenvolvido pela AkzoNobel, multinacional de tintas e revestimentos, o produto será, ao menos pelos próximos seis meses, oferecido exclusivamente pelas concessionárias Chevrolet e para veículos da marca. Depois de aplicado, dependendo do componente afetado e da cor do veículo, fica difícil perceber o ponto que foi camuflado. Conferimos o desempenho do StickerFix em duas ocasiões: em vários modelos Chevrolet quando de seu lançamento na pista de testes de Indaiatuba (SP) e depois, apenas em dois sedãs Malibu, um prata e um preto. Neste último, o remendo do retrovisor danificado ficou praticamente imperceptível.

"É uma maquiagem muito bem feita", afirma João Contreras, gerente da oficina de funilaria e pintura Contrecar, de São Paulo, que nos ajudou no teste, acompanhando a aplicação do produto em diversos pontos dos dois veículos. Sim, como ele mesmo disse, é uma maquiagem, uma solução temporária e passível de ser percebida com um exame bem minucioso. "É uma boa opção para pequenos riscos." De acordo com Contreras, é possível adiar o conserto de um para-choque dianteiro, que sairia por cerca de 400 reais. O adesivo terá preço inicial sugerido de 60 reais.

Ao contrário de determinados produtos oferecidos no mercado, o StickerFix não se apresenta como uma solução definitiva. Em seu material de divulgação, o fabricante diz: "O produto não substitui o serviço de funilaria e pintura tradicionais". No entanto, ele não sai com facilidade, como uma ação de água da chuva, por exemplo. Para retirá-lo é preciso usar um soprador térmico, algo parecido a um secador de cabelos. Segundo o fabricante, a durabilidade prevista é de seis meses.

por Luíz Perez (Revista Quatro Rodas)