terça-feira, 15 de novembro de 2011

Check list antes da compra


Antes de fechar uma compra, verifique dez itens que podem fazer toda a diferença entre um bom negócio e uma canoa furada

Ao comprar um usado, você checa motor, câmbio, suspensão e lataria. Mas pensou em dar uma olhada nos pneus? Ah, não tem problema porque depois você manda trocá-los junto com o óleo e os filtros, né? Calma lá. Sabia que num automóvel comum eles podem representar 1 000 reais a mais no valor final? Numa picape ou importado, passa fácil dos 2 000 reais. No caso de descobrir um defeito no airbag, o reparo pode atingir níveis estratosféricos. Antes de fechar seu próximo negócio, aprenda a checar o que ninguém lembra na hora da compra.

PNEUS

Muitas pessoas adquirem um automóvel sem prestar atenção no custo de reposição dos pneus. Em veículos populares os quatro pneus custam em média 600 reais. Num sedã médio, passam dos 1 000, mas em alguns importados um único pneu pode custar até o dobro dessa quantia. Verifique também se o carro conta com macaco, chave de roda e estepe: em alguns casos eles estão ausentes, pelo fato de o carro estar equipado com pneus do tipo run-flat, caso dos BMW.

AR-CONDICIONADO

Ele já é um equipamento relativamente popular, mas poucos sabem que ele precisa ser acionado regularmente para evitar que alguns de seus componentes estraguem por falta de uso. O mais caro deles é o compressor, cujo preço costuma variar de 900 a 4 000 reais. Também pode ocorrer o vazamento do evaporador, situação em que o custo de mão de obra para desmontar o painel (em torno de 1 000 reais) é praticamente o dobro do valor da peça. Se o problema for só a falta de gás refrigerante, não é sério, pois sai por menos de 150 reais. Também vale a pena conferir o funcionamento dos botões e do display, no caso de ar-condicionado digital.

AIRBAG

Muitos veículos batidos retornam às ruas mesmo depois que tiveram sua perda total declarada pela inviabilidade econômica da reposição dos airbags e dos pré-tensionadores dos cintos de segurança. Quando há um problema nos módulos, sensores ou dispositivos pirotécnicos, uma luz de acende no painel para indicar a avaria. Mas comerciantes inescrupulosos simplesmente a desligam. Na maioria dos casos, a seguradora nem aceita a cobertura de veículos nesse estado. O truque é verificar se a luz do sistema acende e apaga logo após virar a chave no contato. Se isso não ocorrer, caia fora. Ou leve-o a uma concessionária para verificar se todo o sistema está em ordem, pois o custo total de reposição pode ultrapassar os 20 000 reais, se depois tiver de instalar airbags novos.

TRAÇÃO 4X4

Na maioria dos utilitários esportivos modernos, a tração 4x4 depende do bom estado da corrente de transmissão localizada no interior da caixa de transferência. Ela costuma ser danificada por falta de lubrificação ou por uso incorreto. É mais fácil identificar uma corrente gasta em veículos com sistema de tração permanente, pois ela escapa com facilidade, gerando trancos na condução do veículo. O reparo gira em torno de 2 500 a 3 000 reais, incluindo a mão de obra.

FREIOS ABS

A melhor maneira de verificar seu funcionamento ainda é simular uma frenagem de emergência. Nessa hora, o motorista deve sentir o pedal de freio pulsando acompanhado de um ruído característico. Avarias também são identificadas por uma luz no painel, outra vítima dos comerciantes inescrupulosos. Um módulo eletro-hidráulico pode muitas vezes superar os 3000 reais, ao passo que cada sensor de roda custa em média 400 reais.

CÂMBIO AUTOMÁTICO

Em geral ele é muito confiável, mas não está livre de apresentar problemas. Um teste simples é movimentar a alavanca entre as posições N e D com o motor ainda frio: a alavanca deve ter curso livre e suave, e o câmbio deve carregar e começar a movimentar o carro sem o auxílio do acelerador (o chamado creeping) em no máximo 1 segundo. Em movimento, não deve haver trancos nas mudanças nem patinagem excessiva, especialmente em aclives. Uma revisão completa com substituição de componentes custa de 4 500 a 6 000 reais.

CENTRAL MULTIMÍDIA

Vale o mesmo cuidado em relação ao display do ar-condicionado digital, principalmente no caso de telas sensíveis ao toque, que exigem mão de obra especializada. Em muitos casos a exposição a vibrações, variações de temperatura e umidade acabam por abreviar a vida útil desses componentes, resultando em um computador de bordo ou aparelho de som inoperante. Muitas vezes é preciso trocar toda a central multimídia, reparo que pode chegar a 3 000 reais.

BANCOS COM ACIONAMENTO ELÉTRICO

Verifique se todos os comandos funcionam e se não está faltando nenhum botão de acionamento. Trata-se de um componente muito difícil de ser encontrado no mercado. Um servo elétrico queimado custa em torno de 1 400 reais, fora a mão de obra.

TETO SOLAR

Outro item fácil de ser verificado, ele deve operar suavemente, sem trancos ou engasgos. Rangidos e estalos indicam mecanismo danificado ou com lubrificação deficiente, exigindo os cuidados de um especialista. Ferrugem na chapa ou nos mecanismos é um claro indício de falha na vedação e/ou mau uso. O reparo do teto solar raramente custa menos de 1000 reais, podendo alcançar o dobro ou o triplo desse valor, dependendo das avarias.

BORRACHAS DE VEDAÇÃO

Dois sintomas de falha na vedação são o barulho de vento entrando pelas portas quando se trafega acima dos 80 km/h ou a infiltração de água mesmo em dias de garoa leve. Além do aborrecimento, a borracha de vedação original de uma única porta custa em torno de 100 reais para um automóvel popular, valor que pode chegar a mais de 500 reais em um importado. Vale ressaltar que é bom prestar atenção especial na vedação do teto solar.

por Felipe Bitu (Quatro Rodas)

Volkswagen Gol chega a 1 milhão de unidades exportadas


México e Argentina são os principais mercados do hatch

O Volkswagen Gol chegou a 1 milhão de unidades exportadas e é o modelo produzido no Brasil mais vendido para o mercado do exterior.

Projetado e desenvolvido no país, o Gol é fabricado há 31 anos e está em sua quinta geração. Atualmente, o hatchback é produzido nas plantas de São Bernardo do Campo e Taubaté, ambas em São Paulo.

“O sucesso do Gol no exterior comprova a enorme aceitação e a excelente reputação do modelo junto a clientes dos mais variados mercados", disse o gerente de vendas exportação da Volkswagen do Brasil, Claudio Jafet Patti.

O modelo já foi comercializado em 66 países. Hoje, os mercados mexicano e argentino são os principais importadores do Gol e correspondem por 44% e 41% das exportações, respectivamente. Na Argentina, assim como no Brasil, o Gol G4 ainda é vendido.

por Bruno Roberti (Quatro Rodas)

Valor do IPVA vai recuar em 2012


Depreciação dos veículos usados nos últimos meses terá impacto no IPVA que será pago para licenciá-los no início do próximo ano

O IPVA que será pago pelos motoristas brasileiros no próximo ano deverá cair, mas isso não é necessariamente uma boa notícia. Com um mercado automotivo bastante competitivo, com a concorrência chinesa e com o barateamento de equipamentos como freio ABS e airbarg, os preços dos veículos usados têm se depreciado bastante nos últimos meses. Como o IPVA corresponde a um percentual do valor desses bens, há um impacto positivo que leva à redução do imposto, ainda que, na soma geral, o resultado seja negativo para o proprietário do veículo.

As secretarias de Fazenda dos estados brasileiros costumam divulgar nos meses de novembro a tabela com os valores sobre os quais vai incidir o imposto. A data da divulgação e as alíquotas variam de acordo com o estado. Em São Paulo, a pesquisa de preços é feita pela Fipe. As alíquotas são de 4% para veículos a gasolina, 3% para álcool e gás e 2% para motos.

De acordo com Vitor Meizikas Filho, analista da Molicar, uma empresa de pesquisa de preços de veículos, a depreciação média no Brasil gira em torno de 8% do valor do automóvel ao ano. Mas algumas marcas e modelos podem registrar uma perda de valor de até 24% em um único ano.

Em geral, carros 0 km são os que mais costumam perder valor. Veículos difíceis de revender e importados também sofrem uma depreciação importante. Já os populares conseguem ser revendidos com mais facilidade e acabam perdendo menos valor com o tempo.

por João Sandrini (Exame.com)

‘Efeito IPI’ derruba emplacamentos de importados em outubro


Anúncio da nova taxa afetou marcas de veículos feitos fora do país

A Abeiva (Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores) registrou queda nos emplacamentos de veículos em outubro. No geral, os resultados tiveram baixa de 41,2% em outubro, sendo que apenas duas das 27 filiadas registraram crescimento em seus emplacamentos. Foram 13.264 unidades comercializadas em outubro, ante 22.569 veículos no mês anterior.

O presidente da associação, José Luiz Gandini, atribuiu a queda nos números ao anúncio do aumento de 30% na taxa do IPI cobrada sobre veículos importados.

“Obviamente o consumidor brasileiro se retraiu. No primeiro momento, após anúncio do decreto, houve uma corrida às concessionárias de importadoras. Mas logo no início de outubro o setor sentiu um duro golpe. Embora estejamos satisfeitos com o Supremo Tribunal Federal, ao suspender a aplicabilidade imediata do Decreto 7.567, depois de 45 dias, as nossas associadas não tiveram tempo de se programar”, afirmou Gandini.

Entretanto, o resultado de emplacamentos no período acumulado – entre janeiro e outubro deste ano –, a associação contabiliza mais de 165 mil unidades, volume 98,3% maior que o registrado no mesmo período do ano passado. Com os resultados de outubro e do acumulado, as associadas da Abeiva passaram a responder por 5,03% e 5,92% do mercado interno brasileiro, respectivamente.

A Abeiva afirma que a tendência para os meses de novembro e dezembro é que os emplacamentos retornem à média mensal de 2011. Quando perguntado sobre a restituição do valor extra pago pelos clientes que compraram veículos já com o novo IPI, a associação garantiu que não há motivo para preocupação.

“Todos os associados da Abeiva foram afetados, sem exceção. No entanto, os poucos carros faturados já estavam encomendados e foram faturados com o imposto do mês de outubro. Mesmo que haja qualquer tipo de dificuldade (na restituição dos valores), as marcas vão se comprometer a restituir o imposto e depois brigar pela devolução do valor. Ninguém vai perder clientes por conta disso”, declarou Paulo Sergio Kakinoff, vice-presidente da Abeiva e presidente da Audi do Brasil.

Quanto aos impactos que o novo IPI pode causar nas montadoras a partir de dezembro, a associação preferiu adotar uma postura cautelosa.

“A gente trabalha com as informações oficiais que temos até agora, ou seja, a partir de 15 de dezembro teremos a vigência do novo IPI. Nós sabemos que as marcas que pretendem produzir carros no Brasil possuem tratativas independentes com o governo, e isso já valia antes do novo IPI”, concluiu Kakinoff.

por Vitor Matsubara (Quatro Rodas)

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Ford cria abertura do porta-malas por sensor

Somente quem tem a chave é capaz de fazer o sistema funcionar. É necessário um movimento específico para acioná-lo

Sistema “hands-free lift gate” permite abrir porta somente com um movimento do pé

Você está voltando para o seu veículo totalmente carregado de coisas, impressionado com quantos livros, sacolas, bolsas, mochilas e todo o tipo de peso você consegue suportar com apenas dois braços. Tudo o que você mais quer é chegar ao carro e se livrar de tudo isso. Porém, quando finalmente para em frente ao seu carro, é atingido por uma realidade assustadora: a chave não está em suas mãos, mas perdida em algum universo paralelo dentro de seu bolso/bolsa. Como você fará para abrir o porta-malas?

Ao que tudo indica, o grande lançamento da Ford para o Salão de Los Angeles, o utilitário esportivo Novo Escape 2013, traz uma novidade que pretende acabar com essa história de terror: um comando de abertura do porta-malas por sensor de movimento. O chamado “hands-free lift gate” permite que qualquer pessoa, portando apenas a chave do carro no bolso, por exemplo, passe o pé por baixo do para-choque traseiro para abrir a porta do porta-malas. E basta repetir o gesto para fechar o compartimento.

Segundo a montadora, somente quem tem a chave é capaz de fazer o sistema funcionar e também é necessário um movimento específico da perna para acioná-lo. Isso evita, por exemplo, que um cachorro passando por baixo do para-choque abra a tampa enquanto o motorista está ao lado. Uma trava de segurança também impede a abertura quando o carro está em movimento.

Essa não é a primeira vez que a Ford procura bolar uma solução para problemas comuns de quem tem um carro. Em setembro, a montadora anunciou uma nova tecnologia que evita batidas nas portas e protege contra amassados em garagens e estacionamentos. 

por Redação (Auto Esporte)

Vendas de importados caem 41,2% em outubro

De acordo com a Abeiva, o Kia Soul foi o modelo importado mais vendido de outubro, com 1.203 unidades

Para Abeiva, indecisão sobre aumento de IPI foi principal motivo pelo mau desempenho

A Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores, mais conhecida como Abeiva, apresentou semana passada (09/10) à imprensa os números do setor de carros importados. Não é um panorama muito promissor, já que somente duas das 27 marcas associadas obtiveram taxa de crescimento na relação outubro/setembro (Aston Martin e Changan) e, no geral, as importadoras afiliadas encerraram um mês com queda de 41,2% no número de unidades emplacadas. Em comparação ao mesmo mês de 2010, no entanto, as vendas ainda significam superávit de 25,6%.

Apesar de não serem números animadores, não se pode dizer que sejam totalmente inesperados. As marcas associadas à Abeiva foram as mais afetadas com a decisão anunciada pelo Governo Federal de aumentar o IPI para veículos com menos de 65% de conteúdo nacional. Segundo Paulo Kakinoff, vice-presidente da associação e presidente da Audi, a performance de outubro é justificada justamente por conta das consequências do decreto do governo. Logo que a medida foi anunciada, em setembro, houve um pico nas vendas, já que os consumidores queriam aproveitar antes que os preços subissem. Já em outubro, o mercado teria ficado parado, esperando a decisão do Supremo Tribunal Federal.

“Embora estejamos satisfeitos com o STF, ao suspender a aplicabilidade imediata do Decreto 7.567, depois desses 45 dias, as nossas associadas não tiveram tempo de se programar”, avaliou em comunicado José Luiz Gandini, presidente da Abeiva e da Kia Motors. 

O Chery QQ ficou sem segundo lugar, com 1179 unidades vendidas


Falta de estoque

A questão que fica agora é: já que o STF decidiu que a norma só poderia entrar em vigor na segunda quinzena de dezembro, as marcas da Abeiva estariam preparadas para uma outra “corrida às concessionárias de importados”? Ao que tudo indica, não. Kakinoff defendeu que, mesmo variando de associada para associada, o tempo de trânsito dos importados é muito grande para que as matrizes consigam aumentar significamente os estoques até 15 de dezembro. “O ciclo de importação – pedido, confirmação do pedido, produção e período de transporte – é de no mínimo 90 dias. Assim, mesmo com a suspensão do IPI no dia 20 de outubro, o setor ficou impossibilitado de trazer mais unidades para o país”, explicou Gandini.

Durante a coletiva, quando perguntados sobre quem mais havia sido beneficiado pela medida governamental, Kakinoff preferiu dizer simplesmente que “os beneficiados não estão presentes nessa coletiva”, embora alguns dos representantes falassem “a Anfavea” ao fundo, referindo-se à Associação nacional de Fabricantes de Veículos Automotores. O vice-presidente também defendeu que nenhuma das marcas foi mais atingida. “Todos os associados foram prejudicados, de Chery à Ferrari ou Bentley”. E completou: “É realmente fácil fazer essa diferença entre beneficiados e prejudicados”. 

por Marina Jankauskas (Auto Esporte)

Faz mal estacionar com uma roda desnivelada?


Parar com uma roda sobre a calçada pode deformar componentes

Pela explicação de Edson Orikassa, gerente de engenharia da Toyota, é muito difícil que a carroceria venha a se deformar. Isso só tem chances de ocorrer em casos extremos, não da maneira citada pelo leitor. Por outro lado, o especialista comenta que essa prática pode afetar a durabilidade de componentes importantes.

“Quando o veículo fica muito tempo nessa posição, o pneu estacionado sobre a calçada tende a ficar ‘quadrado’, ou seja, a parte em contato com o piso, por receber mais carga, se deforma demais. Se isso ocorrer, o motorista fatalmente sentirá pequenos solavancos quando colocar o carro em movimento” , alerta.

Orikassa explica que o pneu tende a voltar ao normal com o uso, mas o mesmo não ocorre, por exemplo, com a mola da suspensão. Deformada por ficar muito tempo em posição inadequada, a peça perde eficiência. O mesmo pode ocorrer com o amortecedor ou com as buchas da suspensão.

Também submetidos a uma posição inadequada, os terminais esféricos da barra de direção tendem a durar menos do que poderiam, apresentando folga prematura. Apesar do monobloco suportar o esforço, melhor evitar estacionar o veículo dessa forma.

por Igor Thomaz (Auto Esporte)