sábado, 19 de maio de 2012

VW atinge 20 milhões de veículos produzidos no Brasil


Montadora alcança marca após 59 anos de atividades no país

Imagine um automóvel saindo da linha de produção a cada 25 segundos. Diante de tal eficiência, é de se entender como a Volkswagen alcançou os 20 milhões de veículos fabricados no Brasil, que são vendidos tanto ao mercado interno quanto a outros 60 países. O modelo número 20 milhões foi um Saveiro Cross, na cor vermelha, produzido na unidade Anchieta, em São Bernardo do Campo, São Paulo.

Esse número impressionante de carros teve início em 23 de março de 1953, quando a Volkswagen instalou-se no bairro paulistano do Ipiranga. Apenas doze empregados eram responsáveis pelos Fuscas que saíam daquela fábrica, a partir de peças da Alemanha. Foi somente em 1957 que uma Kombi, em São Bernardo do Campo, foi produzida com 50% de suas peças e componentes originados em território nacional. Dois anos depois, o primeiro exemplar do Fusca foi montado no Brasil. O modelo foi um sucesso: vendeu 8.406 unidades só em 1959. Em março de 1972, os brasileiros já haviam comprado 1 milhão de carros do modelo.

Atualmente, a Volks produz 3.500 unidades por dia. Para isso, contam com a atuação de três fábricas de automóveis, em Taubaté (SP), São José dos Pinhais (PR) e São Bernardo do Campo (SP) e uma de motores, em São Carlos (SP). Elas receberam investimentos que aumentaram 30% da produtividade e reduziram prejuízos ambientais, como a diminuição de 25% do consumo de água. Em 2011, o presidente do Grupo Volkswagen anunciou, em visita ao Brasil, um investimento de R$ 8,7 bilhões , até 2016.

A seguir, confira os modelos que mais contribuíram para que a Volks chegasse aos 20 milhões:

Modelo – unidades vendidas

Gol – 6.900.000

Fusca – 3.100.000

Kombi – 1.520.000

Fox – 1.400.000

Voyage – 1.055.000

Brasília – 947.000

Parati – 920.000

Passat – 877.800

Saveiro – 875.900

Santana – 538.700 

por Redação (Auto Esporte)

Audi supera BMW nas vendas de abril

 
Marca se saiu bem em China, Alemanha e EUA

A guerra pelo topo do segmento de luxo ganhou um novo capítulo em abril, após a Audi ter desbancado a BMW, principalmente por conta dos bons resultados obtidos na China, Alemanha e Estados Unidos.

A montadora das quatro argolas teve um incremento de 14,4% em suas vendas, chegando a 125.200 unidades comercializadas em abril. No mesmo mês, a BMW apresentou alta de 7,4%, atingindo 121.476 veículos vendidos, enquanto a Mercedes-Benz teve crescimento de 3,6%, chegando a 104.344 automóveis.

Não foi só apenas nas vendas mensais que a Audi se aproximou da BMW. A distância entre eles caiu também nas vendas acumuladas, ou seja, entre janeiro e abril. A Audi teve alta de 11,7%, computando 471.300 unidades vendidas, ao passo que a BMW registrou incremento de 10,1%, chegando a 478.030 veículos comercializados até o momento. A Mercedes-Benz, por sua vez, acumula 418.26 unidades, um crescimento de 9,7% em relação ao ano anterior.

Na China, a Audi viu suas vendas crescerem 44% em abril. Bons resultados também foram registrados na Alemanha, onde a marca teve alta de 9,4% em suas vendas. A empresa teve crescimento de 15% nos EUA, que se afirmou como o terceiro maior mercado da Audi no mundo. Nos resultados do primeiro trimestre, a Audi respondeu por 44% no total de lucros operacionais do Grupo Volkswagen.

por Vitor Matsubara (Quatro Rodas)

Importados registram queda nas vendas


Presidente da Abeiva diz que alta do IPI começa a influenciar

As marcas afiliadas à Abeiva registraram queda nas vendas no mês de abril. Foram 11.917 unidades emplacadas, 12,8% a menos que em março e 28,1% inferior se comparado ao mesmo período em 2011.

 No acumulado, foram vendidas 47.380 veículos, queda de 9,2% em relação ao primeiro quadrimestre o ano passado. – o mercado interno também registrou queda, mas de apenas 3,1%.

Para Flavio Padovan, presidente da Abeiva, a alta no IPI foi a responsável pelas quedas. “Ao comparar os dados de desempenho da Abeiva, em abril, com o comportamento do mercado interno brasileiro, os primeiros sinais da influência da alta do IPI começam a aparecer”, afirmou.

Entre as marcas asiáticas, a Kia foi uma das mais afetadas, já que registrou uma queda de quase 50% em relação a abril de 2011. A JAC também vendeu 16,1% a menos, enquanto que a Chery cresceu 71,1%.

Devido às quedas, Padovan demonstrou preocupação com o setor de importados. “Os estoques de automóveis de nossas associadas com o antigo IPI devem estar chegando ao seu final. Portanto, certamente terão de iniciar o repasse de custos”, salientou, apontando uma maior queda nos próximos meses. 

por Bruno Roberti (Quatro Rodas)

Ford alfineta GM sobre anúncios no Facebook


A Ford fez um comentário no Twitter sobre a efetividade de sua publicidade no Facebook, menos de 24 horas depois de a concorrente General Motors anunciar que deixará de anunciar na rede social, devido ao baixo impacto dos anúncios.

"É tudo uma questão de execução", alfinetou a Ford, que tem cerca de 1,5 milhão de fãs na plataforma. "Os nossos anúncios no Facebook são efetivos quando estrategicamente combinados com conteúdo engajante e inovação".

De acordo com o Wall Street Journal, a GM deve suspender o investimento de 10 milhões de dólares feito em publicidade paga no Facebook. O motivo? Os anúncios não funcionam", diz o jornal.

Com aproximadamente 380 mil fãs na rede social, a montadora continuará usando a plataforma em ações não pagas, operando um valor de 30 milhões de dólares entre agências, criação de conteúdo e gerenciamento da timeline - nada, diga-se de passagem, diretamente pago ao Facebook.

A GM é a terceira maior anunciante dos Estados Unidos e, embora o cancelamento não tenha um valor material tão significante para os 3,7 bilhões de dólares de receita do Facebook, não vem em uma boa hora.

O site tem sua oferta pública inicial (IPO) prevista para esta sexta-feira, e a retirada da GM pode ter impacto psicológico, levantando um debate sobre o potencial de geração de receitas publicitária da rede.

por Cris Simon (Exame.com)

Vendas na Europa caem em abril


Apenas Alemanha e Reino Unido apresentaram crescimento

O mercado de carros novos europeus continua em declínio dentro da atual situação econômica. Um levantamento realizado pela JATO Dynamics revelou que, mesmo com o mercado em baixa em 2011, o mês de abril apresentou a maior queda de vendas no mês para este ano.

No último mês, a venda de carros novos do mercado europeu caiu 6,1% e 7,1% no acumulado do ano em relação a 2011. As exceções foram apenas Alemanha e Reino Unido, que apresentaram crescimento nas vendas. Já França, Itália e Espanha apresentaram resultados negativos.

Entre as 10 maiores marcas por volume, Renault e Open/Vauxhall registraram a maior queda nas vendas em abril, com 16,9% e 16,1%, respectivamente. A Volkswagen se manteve no topo à frente da Ford.

A Mercedes atingiu o maior aumento nas vendas (5,4%) entre as maiores marcas europeias, em parte devido às melhorias dos modelos Classe B e Classe C. A francesa Citroën apresentou um crescimento de 4,5% nas vendas em abril.
 
Fora do grupo das dez maiores marcas, as vendas da Land Rover cresceram 54,7% devido ao sucesso do modelo Range Rover Evoque. Outra marca do grupo, a Jaguar, também obteve um aumento de 47% nas vendas com a reestilização do modelo XF.

Os modelos Volkswagen Golf e Ford Fiesta mantiveram a primeira e segunda colocação entre os dez maiores modelos mais vendidos no Velho Continente, apesar da redução no volume de vendas em abril para ambos modelos. O lançamento do novo BMW Série 3 sedan resultou em recorde de vendas com 16,8% de crescimento no mês se comparado ao ano anterior, ocupando a nona colocação.
 
por Natali Chiconi (Quatro Rodas)

GM deve fechar uma de suas fábricas na Alemanha


Produção do Astra será transferida para Reino Unido e Polônia

A partir de 2015, a Opel/Vauxhall, divisão europeia da GM, produzirá o novo Astra no Reino Unido e na Polônia. Tal mudança confirma a tendência descentralização da produção da Alemanha e a possibilidade de a fábrica em Bochum fechar.

A marca afirmou que investirá 300 milhões de euros em ambas as plantas e que interromperá a produção de seu segundo modelo mais vendido (o primeiro é o Corsa) na planta de Ruesselsheim, perto de Frankfurt, em 2014, quando o modelo ganhará uma nova geração.
 
Com a decisão, a GM dá mais um passo rumo ao fechamento de uma de suas fábricas na Alemanha, cumprindo sua meta de reduzir gastos nos próximos anos. A planta de Bochum, que também fabrica a minivan Zafira, tem capacidade produtiva diária de 600 modelos, incluindo o Astra. Por ora, ela ficará encarregada da produção do Astra nas versões perua e hatchback, pelo menos até quando houver demanda pelos modelos.

Para dar conta da produção no Reino Unido, a fábrica trabalhará 24 horas, sete dias por semana. Com isso, 700 empregos seriam criados na planta, que estaria segura até 2020. A produção passará de 140 mil carros por ano para 160 mil.
 
por Natali Chiconi (Quatro Rodas)

terça-feira, 15 de maio de 2012

BMW suspense projeto de fábrica no Brasil

Um dos candidatos a ganhar produção nacional é o crossover compacto X1, reestilizado em abril em Nova York

Mas plano segue vivo; montadora quer esclarecimentos do governo

O chefão da BMW, Norbert Reithofer, declarou que o projeto de construção de fábrica no Brasil está provisoriamente suspenso. A afirmação foi feita na quinta-feira (3), durante a divulgação dos resultados da fábrica alemã no primeiro trimestre desse ano – houve um crescimento de 18%, com lucro líquido de € 1,34 bilhão. Reithofer disse que o projeto de fábrica tem de ser "mutuamente benéfico", com ganhos para o país e também para a montadora.

A declaração do executivo-chefe da BMW foi uma "cutucada" no governo brasileiro, que decretou o novo regime automotivo, mas ainda não se posicionou sobre o que será feito em relação aos importados – pelo regime, a partir de 2013 só os veículos produzidos no Brasil terão descontos no IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). Ou seja, para erguer a unidade local, a BMW quer uma contrapartida, já que só um carro será montado aqui.

Apesar da afirmação, Norbert Reithofer não descartou a construção da fábrica brasileira da BMW. O executivo disse que as negociações continuam "bem encaminhadas". 

O plano inicial era anunciar o projeto da fábrica em novembro do ano passado, mas o anúncio da alta do IPI pegou os executivos da marca bávara - e toda a indústria nacional – de surpresa. Até a criação do regime automotivo, Santa Catarina era o estado mais cotado para receber a unidade. 

por Redação (Auto Esporte)