quinta-feira, 13 de junho de 2013

Vendas de importados caem 22,6% em maio


Apesar das dificuldades, Abeiva espera repetir feitos de 2012

As importadoras de veículos filiadas à Abeiva (Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores) tiveram queda de 22,6% em maio, se comparando com o mesmo mês de 2012. Foram 9.586 unidades comercializadas no quinto mês do ano, contra 12.387 veículos vendidos no ano passado. O resultado também é negativo quando comparado com os números de abril, quando foram vendidas 11.097 unidades.

Nos números acumulados de janeiro a maio, a queda chega a 24,9% - até agora foram 44.900 unidades vendidas contra 59.764 unidades em igual período do ano passado. “O resultado de maio poderia ter sido muito melhor para várias associadas, acompanhando o ritmo do mercado interno. No entanto, constatamos que parte significativa de nossas associadas não pôde contar com vários modelos, indisponíveis no estoque. A partir de junho, porém, a disponibilidade de produtos deve ser regularizada”, afirmou Marcel Visconde, vice-presidente da Abeiva e presidente da Stuttgart Sportcar, representante oficial da Porsche no país.

O executivo também admitiu que as dificuldades encontradas pelas importadoras de veículos sem fábrica no Brasil impedirão que a Abeiva atinja a meta estabelecida no começo do ano, mas se mostrou otimista para atingir resultado semelhante a do ano passado.

“A um mês do fechamento do primeiro semestre, com o acumulado de 44.900 unidades emplacadas, já podemos antecipar que as associadas à Abeiva não terão chances de chegar a 150 mil unidades, anunciadas no início do ano para o exercício de 2013. Esperamos ao menos repetir o desempenho de 2012, quando comercializamos cerca de 130 mil unidades, considerando as cotas de importação já confirmadas para as marcas habilitadas no Programa Inovar-Auto e as importações extra-cotas”, concluiu Visconde.

por Vitor Matsubara (Quatro Rodas)

terça-feira, 11 de junho de 2013

Vendas da BMW crescem 7,8% em maio

 
EUA e China impulsionaram alta da empresa

As vendas da BMW tiveram crescimento de 7,8% em maio, chegando a 139.161 unidades comercializadas. Os números são superiores aos registrados pelas suas arquirrivais - e compatriotas - Audi e Mercedes-Benz.

Segundo a marca bávara, a forte demanda nos Estados Unidos e na China impulsionaram o resultado do grupo, composto também pelas marcas MINI e Rolls-Royce, além da divisão de motocicletas da BMW. No geral, o conglomerado cresceu 6%, chegando ao número recorde de 166.397 veículos vendidos.

De acordo com informações da agência de notícias Reuters, a Audi é quem mais ameaça o reinado da BMW. Com aumento de 6,4% em seus resultados mensais, a marca das quatro argolas vendeu 137.200 veículos. Já a Mercedes-Benz teve resultado ligeiramente superior em maio, com alta de 7,3%, embora tenha ficado atrás da Audi ao comercializar 121.360 veículos.

por Vitor Matsubara (Quatro Rodas)

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Fiat descarta investir em células de combustível a hidrogênio

 
Marca prefere apostar no gás natural

A Fiat não pretende entrar na onda dos carros com célula de combustível a hidrogênio, apesar da grande quantidade de projetos desenvolvidos pelas concorrentes.

Segundo informações da revista inglesa Autocar, a Fiat acredita que a distribuição de hidrogênio pelos postos de abastecimento na Europa não é tão eficiente quanto a de gás natural. Além disso, a Fiat afirma que as células de combustível não possuem uma vida útil tão longa, alegando que os catalisadores do sistema são lentamente deteriorados pelo monóxido de carbono liberado durante o processo de conversão de energia nas células. Para terminar, os italianos garantem que não existem ganhos significativos de economia de combustível nas células se comparado com um motor a diesel.

Por todos os motivos citados pela empresa é que a Fiat aposta na tecnologia de gás natural comprimido, ou CNG. A marca afirma que o Panda CNG – que emite 86 gramas de CO2 por quilômetro rodado – polui menos do que carros a diesel e gasolina. Se a maioria dos lares forem equipados com conversores para gás natural comprimido (o que já acontece em algumas casas nos EUA), seria possível abastecer o veículo de forma rápida e relativamente barata em sua própria garagem.

Embora seja desprezada pela Fiat, a tecnologia de células de combustível a hidrogênio possui muitos defensores, entre eles Kia e Hyundai, principalmente pelo fato de a Coreia do Sul produzir matéria-prima e oferecer estrutura suficientes para garantir que 240 mil veículos alimentados por este tipo de propulsão rodem normalmente pelas ruas asiáticas. Como não poderia deixar de ser, ambas as montadoras afirmam que o impacto do CO2 emitido por veículos deste tipo é inferior aos dos automóveis a gasolina.

por Vitor Matsubara (Quatro Rodas)

Produção de carros sobe 21% em maio, diz Anfavea

 
Número de empregos também cresceu no quinto mês de 2013
 
A produção de automóveis de passeio e comerciais leves teve alta de 21% em maio, comparando com os números de abril, segundo informou a Anfavea. O resultado bateu o recorde de volume de veículos produzidos em um único mês. Além do incremento na produção, o número de empregos na indústria automotiva também subiu: a alta chegou a 6%, com 153,7 mil postos de trabalho.

Entre os licenciamentos, no mês passado a indústria registrou 300.940 mil automóveis e comerciais leves, alta de 9,7% frente maio de 2012. No ranking das montadoras, a Fiat encerrou maio na liderança do segmento de automóveis e comerciais leves, com 67.846 unidades licenciadas. A GM deixou a VW para trás por pouco, com 53.868 unidades licenciadas pela marca norte-americana contra 53.824 licenciamentos pela Volkswagen.

A General Motors, que vem renovando sua linha de modelos nos últimos meses, ficou praticamente empatada com a Volkswagen em maio na segunda posição. A montadora norte-americana apurou emplacamentos de 53.868 unidades ante 55.061 em abril. A rival alemã vendeu 53.824 carros e comerciais leves após 59.517 no mês anterior. A Ford se manteve no quarto lugar, seguida por Hyundai e Renault.

por Vitor Matsubara (Quatro Rodas)

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Austrália quer garantir permanência da Toyota no país

 
Governo pretende assegurar investimentos da marca

O recente anúncio de que a Ford deixará o mercado australiano depois de 2016 ainda está causando rebuliço na indústria automotiva local. As autoridades já estão se mexendo para garantir que outras montadoras não sigam pelo mesmo caminho da Ford: o governo concedeu um incentivo de 215 milhões de dólares australianos à GM para garantir investimentos de 1 bilhão de dólares australianos e a permanência da empresa no país pelo menos até 2022. Agora a bola da vez é a Toyota.

Atualmente, a Toyota possui apenas uma planta no país, localizada em Victoria. Por lá são fabricados os modelos Camry e Aurion, este segundo feito exclusivamente para o mercado australiano. 

De acordo com informações do site GoAuto, a montadora estaria negociando a concessão de incentivos financeiros junto ao governo australiano, permitindo inclusive a produção de um terceiro modelo na fábrica. O escolhido seria o novo RAV4, uma vez que o utilitário esportivo compartilha várias peças com o Camry.

O Ministro para Inovação e Indústria da Austrália, Greg Combet, não quis revelar a quantia que o governo está disposto a conceder para garantir a permanência da Toyota no país, mas confirmou as negociações. A Toyota, por sua vez, não quis comentar o assunto, mas pode fazer um anúncio oficial durante a próxima semana, quando divulgará seu relatório financeiro do ano fiscal de 2012-13.

por Vitor Matsubara (Quatro Rodas)

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Indústria automotiva vive momentos opostos nos EUA e Europa

 
Enquanto mercado norte-americano tem alta de 8%, resultados fracos desanimam europeus

O mercado de automóveis nos Estados Unidos e na Europa passou por situações opostas em maio. Enquanto no mercado norte-americano as vendas cresceram 8% em maio deste ano, frente ao mesmo período do ano passado, os resultados no Velho Continente não foram tão animadores: o declínio nos resultados em alguns países passou dos 10% em maio.

As fabricantes de automóveis haviam alimentado a esperança de que a indústria apresentaria recuperação depois do crescimento de 3,8% apresentado em abril. Mas não foi o que aconteceu. Na Alemanha, o maior mercado de automóveis da Europa, a queda foi de 9,9%, segundo dados fornecidos pela filial alemã da Mazda. A França teve redução de 10,3%, dando continuidade a uma queda de 5,2% registrada em abril. Já a Itália amargou queda de 7,9% em maio, enquanto na Espanha o declínio foi de 2,6% no quinto mês do ano.

Se a situação não é nada animadora na Europa, o mesmo não se pode dizer dos Estados Unidos. Por lá as fabricantes têm motivos de sobra para sorrir. Todas as expectativas foram superadas com o incremento de 8% nas vendas de maio, se comparadas ao mesmo mês de 2012, segundo informou a consultoria Autodata Corp.

Com o incremento, as vendas totais chegaram a 15,3 milhões de veículos, de acordo com a Autodata. O resultado surpreendeu até mesmo os analistas de mercado, que esperavam um crescimento de 6%, o que resultaria em 15,1 milhões de automóveis vendidos.

por Vitor Matsubara (Quatro Rodas)

terça-feira, 4 de junho de 2013

Mercado: Ford Fiesta é o 4º mais vendido em maio

 
GM supera Volkswagen entre as montadoras

A Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) divulgou o relatório consolidado sobre o desempenho do mercado automotivo brasileiro em maio. Entre os modelos, a surpresa foi o Ford Fiesta, que assumiu a quarta colocação do ranking com 11.395 unidades vendidas (somando Fiesta Rocam e New Fiesta).

A liderança continuou com o Volkswagen Gol, com 19.955 emplacamentos. Também não houve alterações no segundo lugar, com o Fiat Uno (18.352), e na terceira posição, com o Fiat Palio (15.474). O Fiat Strada fechou o Top-5, com 11.083 exemplares comercializados.

Entre as marcas, a Fiat manteve a dianteira, vendendo 67.846 unidades entre automóveis e comerciais leves, com participação de mercado de 22,57%. A grande novidade, porém, veio com a GM, que ultrapassou a Volkswagen na batalha pelo segundo lugar, ainda que por pequena margem: 53.815 exemplares (17,90%) contra 53.440 (17,78%).

Crescimento em relação a 2012


Conforme o antecipado, o mercado automotivo nacional apresentou crescimento na comparação com maio de 2012. Com 300.614 unidades vendidas neste mês, houve aumento de 9,58% (274.334 no ano passado).

No acumulado do ano, os números também são positivos: ascensão de 8,77%, com um total de 1.404.925 emplacamentos nos cinco primeiros meses, contra 1.291.677 no mesmo período, em 2012.

por Rodrigo Furlan (Quatro Rodas)