quinta-feira, 30 de junho de 2011

Inmetro certifica peças automotivas para garantir qualidade


Desde 2009, o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) faz a certificação compulsória de autopeças para prevenir a produção e a importação de produtos que não atendam aos requisitos de qualidade determinados pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnica) e o próprio Inmetro.

Atualmente, estão em vigor portarias determinando o prazo de adaptação às normas de produção e importação para rodas, vidros e fluido de freio. Os catalisadores automotivos já passaram pelo período de normatização e, desde abril deste ano, devem ser comercializados com o selo de certificação do Inmetro. 

A fiscalização está sendo feita pelo Ipem-SP (Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo), que já está autuando lojas de autopeças e oficinas da Grande São Paulo que vendem catalisadores sem a certificação do instituto.

As próximas peças que passarão em breve pela certificação do Inmetro são os amortecedores, bomba de combustível, terminais de direção, barras de direção, barras de ligação, conjuntos de barras axiais, buzina, pistões de liga leve e de alumínio, pinos, retentores, anéis de pistão, bronzinas, lâmpadas automotivas e cintos de segurança.

por Portal O Mecânico (www.omecanico.com.br)

Inverno dificulta ignição de veículos movidos a álcool


Durante o período de baixas temperaturas é comum a maioria dos veículos movidos a etanol apresentar dificuldade de ignição. De acordo com a fabricante NGK, o inverno faz com que a as velas desgastadas tenham menor desempenho na hora de ligar um veículo parado por um logo tempo.

A empresa não recomenda que o motorista insista em ligar o motor nestas situações, porque as velas podem encharcar de combustível, gerando um problema maior. O ideal é aguardar com o carro desligado até que o combustível evapore por completo. Esse tempo varia de carro para carro e pode levar até 30 minutos.
 
“O motor movido a etanol pode apresentar problemas em dias frios porque esse combustível exige temperaturas elevadas para mudar seu estado físico e provocar o funcionamento do motor, ao contrário da gasolina que evapora rapidamente”, explica Ricardo Namie, chefe da Assistência Técnica da NGK.

Segundo a marca, quando o carro está abastecido com gasolina e é feita a troca para etanol, ou de etanol para gasolina, é necessário dirigir o veículo de 8 a 15km antes de estacioná-lo por longo período, para que o sistema reconheça o combustível presente no tanque e reprograme a estratégia de funcionamento do motor inclusive a partida a frio.

Dicas para partida a frio em veículos movidos a etanol:

1) Certificar-se com freqüência de que as velas estão em plenas condições de uso;

2) Fazer a manutenção no reservatório de gasolina

3) Trocar a gasolina do reservatório, a cada 90 dias, e abastecê-lo constantemente para que o combustível se renove sempre

4) Verificar se o sistema de partida a frio está realmente operando (injetando).

5) Verificar se não há vazamento de combustível no sistema de partida a frio. 

por Portal O Mecânico (www.omecanico.com.br)

domingo, 26 de junho de 2011

Automóveis terão selo que identifica consumo de combustível em 2012


Novo selo combina dois outros que já existem no mercado: a nota verde dada pelo Ibama e o indicador de eficiência energética do Inmetro

O governo vai obrigar a indústria automotiva a adotar um selo que classifica os veículos com base em sua emissão de poluentes e em seu consumo de combustível. A ideia faz parte de uma estratégia para melhorar a qualidade dos carros nacionais e incentivar as montadoras instaladas no Brasil a investir em tecnologias menos poluentes e mais eficientes.

O plano estava nas mãos da equipe econômica desde o governo Lula e sai do papel agora, em função da recente crise no abastecimento do etanol. Na avaliação do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, o momento é ideal para o país discutir a fabricação de veículos híbridos, que, com a possibilidade de serem movidos por eletricidade, poluem menos e reduzem a dependência do mercado doméstico de etanol e gasolina.

“A discussão sobre novas tecnologias para o setor automotivo continua forte no mundo. Esse processo e a crise do etanol tornaram importante recolocar o assunto na mesa”, afirmou.

O novo selo combina dois outros que já existem no mercado: a nota verde dada pelo Ibama em relação ao nível de emissão de poluentes e o indicador de eficiência energética do Programa de Etiquetagem Veicular do Inmetro. No entanto, a obrigatoriedade não será imediata. A indústria terá um período para se adaptar. A expectativa é que o selo possa ser usado nos modelos 2012.

Outra forma de melhorar a qualidade dos carros brasileiros virá por meio de incentivos fiscais. Na Política de Desenvolvimento da Competitividade (PDC), que será anunciada nos próximos meses, o governo vai definir uma regra pela qual a produção de veículos com maior conteúdo nacional dará direito a créditos tributários. Essa é a mesma linha que já vem sendo utilizada pelo governo nos incentivos para produtos eletroeletrônicos, como tablets.

Futuramente, o governo também poderá usar o selo dos veículos para conceder outros incentivos fiscais, como a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Hoje, esse tributo para carros elétricos é de 25%. Como existiam diferentes formas de catalogar a eficiência energética dos veículos no país, técnicos consideravam que existia uma dificuldade para criar benefícios tributários. A dúvida era saber o que desonerar: carros mais econômicos ou menos poluentes.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) evitou comentar os planos do governo.

por Portal do Consumidor com Gazetaweb.com

Vendas de motocicletas têm marca recorde



O mercado nacional de motocicletas zero-quilômetro acelerou em maio e atingiu o recorde de vendas para o mês. Foram 171.134 unidades vendidas, 19% mais que no mesmo mês do ano passado e 3% acima do registrado em maio de 2008, que era a melhor marca para o período. Os dados são da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares.

A procura também foi bem maior (17,2%) que em abril. No entanto, pela média diária (total comercializado dividido pelo número de dias úteis) foi registrada evolução mais modesta (apenas 1,3% de alta). Isso porque maio teve três dias úteis a mais. No mês passado, foram comercializadas diariamente 7.787 motocicletas, frente a 7.690 unidades anteriores.

Apesar disso, representantes do segmento e lojistas só veem motivos para comemorar. Para o diretor executivo da Abraciclo, Moacyr Alberto Paiva, as medidas de restrição ao financiamento de longo prazo adotadas pelo Banco Central atrapalham o crescimento do setor, mas as alternativas de vendas, como o consórcio, contribuem para a recuperação do segmento.

Outros fatores também colaboram para a expansão, como as promoções das fabricantes e o crédito dos bancos, que segue farto para financiar as compras, segundo os revendedores.

O gerente Anderson Ferreira, de concessionária autorizada Kasinski no bairro Rudge Ramos, em São Bernardo, vendeu em maio 75 unidades, 50% mais que em abril. Ele afirma que um dos atrativos, no caso da marca, é o benefício de três anos de garantia de fábrica, mais um de seguro grátis para alguns modelos.

Em outra loja, da marca Honda, no Centro de Santo André, o crescimento foi de cerca de 40%, segundo o gerente Kleber Menezes. "Foi o melhor resultado pós-crise", assinala. O lojista também atribuiu parte da expansão a ações agressivas de divulgação realizadas pela fábrica. "Conseguimos trazer mais clientes e, com isso, o resultado foi maior", diz.

Ferreira observa ainda que a dificuldade de aprovação dos cadastros, por parte dos bancos, diminuiu bastante neste ano. Esse problema foi muito sentido durante o período da crise do crédito, a partir do fim de 2008 e ao longo de 2009. Nessa época, muitos autônomos (grande parte dos motoboys) não conseguiam fechar a compra da moto por não terem registro em carteira de trabalho.

O gerente Ricardo Lemos, de loja Yamaha no Centro de Santo André, cita que a medida do BC de elevação do compulsório dos bancos (adotada em dezembro) atrapalhou as vendas de prazos mais longos, mais de 48 meses. No entanto, para ele, isso não chega a ser problema. As vendas da concessionária cresceram em maio de 5% a 10% em relação a abril.

por Leone Farias (Diário do Grande ABC)

sábado, 25 de junho de 2011

A demanda dos pivôs de suspensão no segmento da reposição

 
Estima-se que serão consumidos 4,5 milhões de unidades em 2011

O sistema de suspensão tem função importantíssima no automóvel. É ele, com o conjunto de seus componentes, que mantém a aderência do veículo ao solo, absorve as irregularidades do terreno e garante a estabilidade do veículo, além de contribuir com o conforto de motoristas e passageiros. Entre os principais componentes do sistema de suspensão estão os pivôs de suspensão, que fazem a ligação entre o chassi e as partes não suspensas do veículo.

Eles recebem grandes cargas e esforços durante a movimentação e, em alguns casos, também suportam o peso do veículo. A quebra de um pivô consiste no desligamento do cubo de roda à suspensão. Com o veículo em movimento, poderá causar sérios acidentes. Com a quebra do pivô a roda normalmente cai.

O Instituto de Pesquisas Photon realizou recentemente uma pesquisa de mercado identificando os principais fabricantes, o market-share estimado de cada um, aspectos relacionados a comportamento de consumo e até relação de troca. Neste estudo de produto foi possível identificar aspectos interessantes como, por exemplo, a relação de troca maior dos pivôs do lado direito da suspensão comparados aos pivôs do lado esquerdo já que, por reflexo do condutor, há uma incidência maior da roda do lado direito do veículo cair em buracos.

Através de ferramenta eletrônica que relaciona a frota circulante por modelo de veículo, a Marknet Marketing calcula o tamanho do mercado demandante de pivôs de suspensão. Estima-se que 4,5 milhões de unidades serão demandadas em 2011.

O estudo do Instituto de Pesquisas Photon trabalhou o detalhamento calculando a demanda por item de peça com código original mais três códigos de reposição (marcas líderes), considerando os principais itens de demanda da linha, além de segmentar a demanda de pivôs em 160 megarregiões de vendas do País, para veículos da linha leve e também de pesados. O estudo foi complementado com aplicação de pesquisa de profundidade aplicada junto a lojistas, centros automotivos e mecânicos aplicadores, num total de 108 entrevistas.

por Sérgio Duque (Revista Mercado Automotivo)

BorgWarner anuncia nova fábrica no Brasil


Empresa vai investir R$ 70 milhões e quer fornecer turbos para Fiat, Ford, PSA e VW

Os turbocompressores ainda são raridade nos carros de passeio nacionais. Mas isso é só hoje. De acordo com Arnaldo Iezzi Júnior, diretor-geral da alemã BorgWarner, tudo mudará nos próximos três anos.

Na última terça-feira (21), o executivo anunciou a construção de uma nova fábrica da BorgWarner no Brasil. A unidade será erguida em Itatiba, no interior paulista, com obras marcadas para começar no fim deste ano. A fábrica de Campinas (SP) será fechada. Um montante de R$ 70 milhões foi disponibilizado para a filial brasileira.

A nova fábrica terá também um Centro de Engenharia (desenvolvimento e pesquisas). Os planos da BorgWarner são ambiciosos: a ideia é aplicar R$ 35 milhões na nova fábrica e os outros R$ 35 milhões em novos produtos. E aqui entram os turbos dos carros.

A unidade de Itatiba só abrirá os portões em dezembro de 2012. Mas a fabricante alemã já negocia com grandes montadoras para fornecer turbos e outros sistemas – como comando variável de válvulas – para motores compactos. Segundo Arnaldo Iezzi Jr., as negociações estão avançadas com Fiat, Ford, PSA Peugeot-Citroën e Volkswagen. “A tecnologia já existe na Europa. Precisamos apenas adaptá-la para a motorização flex”.

O executivo informou também que a produção de turbocompressores para carros de passeio deve se tornar rapidamente o principal negócio da empresa no país. “Acho que a aplicação de turbo vai pegar para valer no Brasil, porque é algo factível. Quando uma montadora lançar o primeiro produto, as outras vão atrás”. Segundo Arnaldo, se o mercado brasileiro chegar às 5 milhões de unidades previstas para 2015, vender um milhão de turbos internamente “será fácil”.

Entre os projetos, Arnaldo destacou as parcerias já estabelecidas na Europa – e que devem se repetir por aqui. Uma delas é com a PSA, para o fornecimento da turbina do motor 1.6 litro 16V THP, que equipa o Peugeot 3008 e logo chegará ao sedã 408. Outro motor apontado pelo executivo é o 1.0 Ecoboost, da Ford, que está previsto para equipar a futura geração global do subcompacto Ka, a partir de 2014 – o protótipo esteve no Salão do Automóvel de São Paulo.

Outra possibilidade, esta na VW, é o lançamento de um motor 1.4 turbo – que equiparia uma possível versão GTI da nova geração do popular Gol. Só que, nesse caso, o apelo será diferente do saudoso Gol GTi. “Na época, o Gol GTI vendia esportividade. Hoje o apelo é totalmente voltado ao lado ecológico, de redução de consumo e emissão de poluentes”, afirma o diretor-geral da BorgWarner.
 
por Diogo de Oliveira (Revista Auto Esporte)

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Benchmarking em serviços de garantia no setor de autopeças brasileiro


R$ 700 milhões são desperdiçados no Brasil todos os anos por conta das garantias de autopeças

Quando Edward Deming iniciou, por volta do ano de 1950, seu trabalho para introduzir a filosofia da qualidade total na indústria japonesa, não imaginava que estaria plantando uma semente que germinaria uma multiplicidade de conceitos derivados dela por todo o mundo. Um desses conceitos é o benchmarking.

Os japoneses, um dos primeiros a experimentar os resultados do trabalho desta implantação, usam o termo “dantotsu” que significa lutar para tornar-se o “melhor do melhor”, com base num processo de alto aprimoramento que consiste em procurar, encontrar e superar os pontos fortes dos concorrentes.

Benchmarking é um processo contínuo de comparação dos produtos, serviços e práticas empresariais entre os mais fortes concorrentes ou empresas reconhecidas como líderes. É uma forma de pesquisa que permite realizar comparações de processos e práticas para identificar quem faz o melhor e buscar, com esse conhecimento, alcançar um nível de superioridade sobre ele. Entre outras palavras: vantagem competitiva.

Cresce no mercado de autopeças, especialmente no segmento da reposição, reclamações sobre os critérios praticados por muitas empresas sobre, por exemplo, garantia de produtos.

Invariavelmente a discussão recai sobre o respeito à lei de defesa dos consumidores, se o defeito foi causado por má aplicação e se o prejuízo deve ser adicionado na conta das indústrias pelo repasse de garantia sem análise prévia.

Independentemente de quem tem razão, a verdade é que muitas empresas não se importam em perder tempo pesquisando o sucesso daquelas que aplicaram gestão de conhecimento para resolver o problema. Logo, não se importam em perder dinheiro, afinal as devoluções e garantias atingem apenas entre 0,5 e 1% do total faturado, que pode ser incorporado ao custo.

E é entre essas e outras que a cultura do empresário brasileiro contribui para fazer crescer o custo Brasil.

É hora, mais que tardia, de acordar para o problema. É hora de ação dirigida. É hora de pró-atividade. Certamente alguns nem fizeram a conta ainda, mas 1% de desperdício no setor de reposição automotiva equivale a R$ 700 milhões. É muito dinheiro para um País que está longe de se permitir ao luxo de jogar tal quantia na lata de lixo anualmente. 

por Sérgio Duque (Revista Mercado Automotivo)