quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Até que ponto é possível evitar a substituição da peça?


Segundo dados estatísticos do nosso mercado de reparação automotiva, entre 70% e 80% dos valores dos orçamentos dizem respeito aos custos com peças. Se isso for explicado ao cliente, para trabalhos que não atingem a franquia do seguro, fica óbvio que ele dará preferência ao reparo em detrimento da substituição. Afinal, o custo do serviço prestado ainda é a principal preocupação dos clientes. Mas essa preferência tem outra razão de ser: o reparo bem executado, seguindo os melhores procedimentos e sendo feito com os equipamentos corretos, tem tudo para manter a originalidade da peça.

Entretanto, resta uma dúvida: até que ponto é possível optar pelo reparo com a possibilidade de restaurar essa originalidade? Seja qual for o caso, é preciso levar em conta, sobretudo, a qualidade final do reparo. Lembre que existem peças que são consideradas a “alma” do reparo; ou seja, que são fundamentais para o alinhamento de todo o conjunto.

Peças-chave
 
Independentemente dos custos ou viabilidade financeira, existem peças que apresentam baixo grau de deformação e que, aparentemente, são fáceis de reparar. Mas há peças em que a situação do jogo muda de figura. Estamos falando de peças que são “chave” para o sucesso do reparo; destas peças depende todo o alinhamento da parte superior do monobloco. 

Equipamentos sofisticados, como as mesas alinhadoras, equipadas com sistemas de medição, apresentam gabaritação e alinhamento da plataforma, e não da parte superior do monobloco. Desta forma, há sempre necessidade de substituir estas peças.

Peças como tampas de porta-malas, painéis dianteiros, traseiros, pequenos conjuntos estruturais e pára-choques são exemplos de peças-chave no processo de reparo. Na maioria dos veículos batidos que apresentam desalinhamento estrutural, estas peças devem ser substituídas para que o reparo “flua” dentro do tempo padrão e se obtenha sucesso no reparo do veículo, tanto na qualidade como na produtividade.
 
E ainda há outros aspectos envolvidos, como a necessidade de remoção de uma peça soldada para o rebatimento e alinhamento de outra.

por Marcos Carvalho (Oficina Brasil)

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Esmaltes levam cores dos carros para as unhas

   Divulgação

O Gol Fest foi um dos eventos da VW que preparou uma ação exclusiva às mulheres. Lá, era possível pintar as unhas com as cores dos carros utilizando os esmaltes da Risqué

Marcas uniram as paixões femininas em linha para beleza no Brasil e no exterior

Faz tempo que os carros deixaram de ser objetos de desejo apenas dos homens e passaram para o universo das mulheres. As montadoras já perceberam isso e investem em produtos para o público feminino que vão além dos veículos. A Volkswagen, por exemplo, já inseriu no Salão do Automóvel de 2010 e também no evento Gol Fest um cantinho especial para a mulherada. A 26ª edição do Salão do Automóvel contou com a presença da marca de esmaltes Risqué para garantir não só que as mulheres pudessem apreciar os carros, mas que também se divertissem com as cores deles.

O Espaço Mulher no estande da VW ofereceu para quem passasse a oportunidade de pintar as unhas com as cores dos esmaltes da Risqué, que combinavam com as cores dos carros da montadora. No local, era possível escolher entre uma das doze cores disponíveis, além de conferir um vídeo do estilista Reinaldo Lourenço sobre o processo de criação da Coleção Primavera Verão 2011 Risqué Pop 4 You, inspirada no design dos automóveis. Ao final do passeio, as visitantes ainda ganhavam como brinde um nécessaire com esmaltes, que virava um saquinho utilitário para o carro. Segundo a Risqué, as cores mais pedidas pelas consumidoras serviram como “termômetro” para que a montadora pudesse oferecê-las nas pinturas dos carros futuramente. 

A marca disponibilizou 12 cores de esmaltes inspiradas nos carros; as tonalidades foram alcançadas a partir da mistura dos esmaltes da Risqué. Confira algumas acima.

Já no Espaço Mulher do 2º Gol Fest, a VW e a Risqué selecionaram 12 cores de pinturas de carros para transformarem em esmaltes, que seriam alcançadas através de combinações dos esmaltes da marca. Algumas delas foram: Branco Rocket, Vermelho Fox Prime e Laranja CrossFox.

O lançamento de uma linha de esmaltes inspiradas no Volvo S60 deu tão certo que a marca disponibilizou esses produtos em seu site. Os esmaltes e mimos femininos, como luva de couro, óculos escuros e protetor para celular, estão todos disponíveis para venda. As cores escolhidas foram baseadas nas mesmas tonalidades da pintura dos carros: Cosmic White, Ember Black e Vibrant Copper. "A Volvo é provavelmente a primeira montadora do mundo a vender esmaltes. Queríamos fazer algo um pouco diferente, com um toque de humor e um toque inesperado para o lançamento do novo carro, e ao mesmo tempo, oferecer ao público feminino um produto incomum", afirmou Yvonne Hall Tobiasson, gerente do departamento de marketing da marca.

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O tom Vibrant Copper não só marcou o Volvo S60 como também virou a cor mais original da linha de esmaltes

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Volvo: Cosmic White, Black Ember e Passion Red

O kit com os três esmaltes é vendido no site oficial da fabricante sueca por €18 (cerca de R$ 41). Para quem gosta de ousar ainda mais, a Volvo também lançou a cor Passion Red, um vermelho inspirado na linha R-Design e disponível por €11 (ou R$ 25).

Campanhas

A Fiat foi ainda mais longe. Lançou uma linha própria de esmaltes em 2010 para um evento de moda que acontece em Porto Alegre. Os kits lançados foram dois: um inspirado no Novo Uno e no Fiat 500, com as cores dos modelos, e outro kit inspirado no evento, nomeado “Fashion Feelings”. A linha foi feita exclusivamente para o evento, não estando disponível para vendas.
Já a campanha para divulgar o novo Kia Picanto não criou exatamente uma linha de esmaltes, mas manteve o foco nas unhas. Segundo a Kia, o vídeo elaborado foi a primeira animação do mundo feita em unhas. Para criá-la, foram usadas 900 unhas postiças e 1.200 vidros de esmalte, o que levou duas horas de desenho em cada unha e 25 dias de trabalho.

por Marina Marques (Auto Esporte)

Está com sono? Sistema da Ford alerta motoristas sonolentos


Diversos acidentes são causados no trânsito devido à sonolência dos motoristas, muitas vezes cansados após um dia exaustivo de trabalho ou mesmo por uso de algum medicamento capaz de gerar reações adversas, incluindo o sono. Outros fatores que também são apontados para o sono ao volante são as viagens longas com estradas retas e monótonas, dirigir entre 2h00 e 6h00 da madrugada e entre as 14h00 e 16h00, especialmente depois de comer ou tomar bebidas alcoólicas, entre outros.

Pensando na segurança ativa e passiva a bordo do veículo, a Ford acaba de desenvolver um sistema de alerta capaz de evitar milhares de acidentes causados por sono ao volante: o "Driver Alert". Usando avançada tecnologia e algoritmos sofisticados, ele analisa o comportamento do motorista e dispara um aviso ao detectar sinais de sonolência ou direção irregular. "O cansaço do motorista é um problema sério que pode afetar qualquer pessoa. Quando o motorista fica com sono e perde a concentração, tende a rodar fora da faixa, corrigindo depois bruscamente a direção. O sistema 'Driver Alert' capta esses movimentos laterais irregulares", diz Margareta Nieh, engenheira da Ford.

Considerando que um em cada cinco acidentes graves de trânsito é causado por sono ao volante, esta é uma tecnologia que pode beneficiar todos os motoristas. "Este pode ser o despertar mais importante da sua vida", destaca a especialista.

Funcionamento

O sistema "Driver Alert" é composto de uma pequena câmera frontal conectada a um computador de bordo. A câmera fica montada na parte de trás dos retrovisores e é programada para identificar as faixas de ambos os lados da pista. O computador monitora a estrada à frente e prevê onde o carro deveria estar posicionado em relação às faixas. Ele compara essa medida com a posição real do veículo e, se a diferença for grande, dispara um aviso.

"Vamos imaginar que o motorista está cansado, seu nível de concentração começa a cair e o veículo zanza de um lado para o outro", diz a engenheira. "O software detecta essa mudança e inicia um processo de alerta de dois estágios."

Primeiro, aparece uma mensagem de texto no painel de instrumentos, acompanhada de um alerta sonoro de 10 segundos. Se o motorista continua a mostrar comportamento inseguro, é ativado um aviso mais forte, que o motorista precisa responder apertando um botão.

"Se o motorista não responder ao sinal, o alerta só poderá ser desativado se ele parar o carro e abrir a porta do motorista", diz Margareta Nieh. "O sistema então reconhece que talvez o motorista tenha sido trocado, ou ele parou para descansar e pode seguir viagem."

Tecnologia inteligente

A câmera do "Driver Alert" é programada para rastrear as faixas de ambos os lados da estrada, mas também funciona se apenas um lado for detectado. O sistema pode ser desligado no painel de instrumentos. "A tecnologia é inteligente. Ela foi programada para reconhecer manobras intencionais de mudança de faixa e não dispara ao se fazer uma ultrapassagem, por exemplo", completa a especialista.

por Imprensa Ford com Mecânico

domingo, 28 de agosto de 2011

Escolha o óleo correto para o seu veículo


O funcionamento perfeito de um veículo depende de diversos fatores, mas um dos principais é o óleo do motor. Algo que parece simples e geralmente o é, mas que escolhido de forma equivocada pode gerar sérios prejuízos.

Para cada veículo, há uma classificação de óleo indicada pelo fabricante, mas outros fatores como condições do motor e sua idade podem influenciar na escolha.

Condições do motor

Um motor com problemas em sua mecânica não pede um óleo sintético, de alto custo. Tal ação não irá resolver o problema e o mais indicado pode ser a troca de componentes ou, até mesmo, uma retífica.

É importante lembrar que os óleos mais caros podem não ser os mais eficientes, mas sempre esteja atento à qualificação API (American Petroleum Institute) e utilize marcas estabelecidas e reconhecidas.

Se o motor apresenta perda de óleo, você pode utilizar um óleo com viscosidade maior em relação à recomendação do fabricante. Por exemplo, você pode optar por um 10w40, em vez de um 10w30. Lembre-se: nunca utilize também um extremamente viscoso, como um SAE 50, pois pode causar perda de potência e aumento no consumo.

Idade do motor

O motor se acostuma com um determinado óleo. Quando é utilizado por muitos anos um óleo mineral de boa qualidade, é provável que ele não seja mais tão eficaz.

Também não é recomendável trocar o óleo mineral por um óleo sintético em motores mais antigos. A mudança só é recomendada para um motor com mais anos de uso se for feita uma reparação completa do propulsor (retífica ou troca de itens).

Hábitos na direção

Qual uso é o mais severo: um veículo de transporte que percorre um grande número de quilômetros no dia ou um que faz apenas pequenas distâncias?

Veículos de transporte de carga e passageiros, como caminhões e táxis, percorrem grandes distâncias durante o dia, mas são ligados e desligados diversas vezes, fator que não permite ao motor lograr uma temperatura de trabalho ideal. Para veículos que percorrem grandes distâncias é recomendado um óleo de alta qualidade, de preferência sintético.

Os que percorrem menores distâncias sofrem do mesmo problema, mas com certeza, seu uso é ainda mais severo se comparado com os veículos de transporte, por exemplo.  Recomenda-se para esse tipo de hábito na direção o uso de um óleo de baixa viscosidade ou sintético que permita que o fluido se espalhe rapidamente e minimize o desgaste dos componentes. A troca de óleo deve ser baseada no tempo (de 6 em 6 meses, por exemplo) em vez de quilometragem indicada pelo fabricante.

Motores que sofrem superaquecimento devem ser reparados e após a manutenção devem receber um novo tipo de óleo que consiga manter a temperatura ideal.

Reparador automotivo

Sempre procure o seu reparador automotivo de confiança. Ele irá recomendar e realizar os procedimentos de troca de óleo com total segurança. Lembre-se: o óleo do veículo é que o que mantém a “saúde” do motor. Fica a dica!

por Mecânico com informações do Autocosmos/México

sábado, 27 de agosto de 2011

93% dos brasileiros pesquisam online antes de comprar carro


Estudo mostra que jovens do País adquirem veículo mais cedo 

As buscas nos classificados online de automóveis definitivamente passaram a integrar o processo de compra ou troca de carro no Brasil. A conclusão é resultado de uma pesquisa realizada pela empresa Oh! Panel, encomendada pelo site Mercado Livre.

De acordo com o levantamento (feito também com internautas de outros nove países - Argentina, Chile, Colômbia, Equador, México, Peru, Uruguai e Venezuela), 93,8% dos internautas brasileiros utilizam a internet para investigar marcas e modelos. 97,7% usam a ferramenta para comparar preços.

Na média, 88,7% dos entrevistados consultam a rede para investigar marcas e modelos e 94,1% para comparar preços. As buscas também são importantes na hora de definir onde comprar. No Brasil, 86% dos entrevistados usam a internet como ferramenta de apoio para pesquisar concessionárias e lojas, enquanto a média na América Latina cai para 67,6%.

Entre os brasileiros, a “marca dos sonhos” eleita foi a Chevrolet, com pouco mais de 11,6% dos votos. Em seguida, aparece a alemã BMW (11,1%) e a Fiat, com 8,7% da preferência do público.

Ainda por meio da pesquisa, foi constatado que o brasileiro compra seu primeiro carro mais cedo. Do total de entrevistados brasileiros ouvidos, 44,4% compraram seu primeiro automóvel até os 21 anos, enquanto a média regional ficou em 35,5%.

Dois em cada três brasileiros entrevistados já tiveram ao menos um automóvel na sua vida. Deste total, 27,1% foram proprietários de somente um carro, 29,4% tiveram dois ou três veículos e 43,5%, quatro ou mais automóveis.

por Natali Chiconi (Quatro Rodas)

CESVI elege os melhores carros em reparabilidade


Citroën conquista quatro prêmios pela primeira vez

O CESVI Brasil apresentou na quarta-feira, 17 de agosto, o ranking CAR Group, que compara modelos da mesma categoria quanto à facilidade e o custo do reparo.

O teste, realizado há 12 anos, consiste em impactos a 15 km/h contra uma barreira sólida, com colisão de 40% da dianteira esquerda e 40% da traseira direita. Os critérios adotados seguem a Norma Internacional do RCAR (Research Council for Automobile Repair), um conselho internacional de centros de pesquisa especializados em reparação automotiva e segurança viária. Após cada impacto, o veículo é levado a uma oficina-modelo, onde é estudada a extensão dos danos e a facilidade do reparo. A classificação final segue uma escala que vai de 10 a 60, quanto menor o número, melhores as suas características de reparabilidade.

De acordo com Almir Fernandes da Costa, diretor executivo de operações do Cesvi, a premiação também é muito relevante na precificação técnica do seguro. “As seguradoras tendem a oferecer um custo menor para modelos bem classificados no Car Group.”

Os premiados foram divididos em 13 categorias, contando com a estreante dessa edição, a hatch médio off-road, que contou com avaliação do Suzuki SX4, que obteve classificação 22.

Outro destaque dessa edição foi a Citroen, que pela primeira vez conquistou quatro prêmios, com o C3 (hatch compacto), C4 Pallas (sedan médio), C4 Picasso (minivan) e C3 Picasso (minivan compacta). “Considero que esse resultado deve-se a preocupação desde a concepção do automóvel com o custo de reparação”, diz Sérgio Rodrigues da Silva, diretor de peças e serviços da Citroen.

A Volkswagen empatou com marca francesa em número de premiações. Pelo segundo ano consecutivo arrematou quatro primeiras colocações com Novo Fox (hatch compacto), Saveiro (picape compacta), Polo Sedan (Sedan compacto) e SpaceFox (SW compacto).

Confira os campeões:

Hatch compacto 
Citroën C3
Ford Ka
Volkswagen Fox

Hatch compacto off-road 
Renault Sandero Stepway

Hatch médio off-road 
Suzuki SX4

Hatch médio
 
Fiat Bravo

Sedan médio 
Citroën C4 Pallas

Station Wagon
 
Renault Mégane Grand Tour

Utilitário
 
Ford Transit Furgão Curto

Picape compacta 
Volkswagen Saveiro cabine simples

Minivan
 
Citroën C4 Picasso

Picape média 
Chevrolet S10 Cabine Simples

Station Wagon compacta
 
Volkswagen SpaceFox

Sedan compacto 
Volkswagen Polo Sedan

Minivan compacta 
Citroën C3 Picasso

por Isadora Carvalho (Quatro Rodas)

Plano de Eike de construir fábrica de carros com Nissan volta à tona


Diretor da Nissan confirma que bilionário e empresa continuam negociando

A montadora japonesa Nissan e o bilionário Eike Batista continuam negociando uma parceria. A notícia já havia circulado pela imprensa no início deste ano, e foi confirmada na última terça-feira (23/8) pelo diretor operacional da montadora, Toshiyuki Shiga, à agência de notícias Bloomberg.

O executivo não detalhou o teor das conversas, mas desde que o assunto veio à tona, os rumores apontam para a possível construção de uma fábrica da Nissan no Porto de Açu, que pertence a Eike.

A avaliação é que a fábrica da Renault no Paraná já está no limite de sua capacidade produtiva. Instalada em São José dos Pinhais, a planta pode produzir 43.000 automóveis por ano. A Renault pertence ao mesmo grupo da Nissan, e ambas são comandadas pelo brasileiro Carlos Ghosn.

Eike estaria disposto a investir cerca de 1 bilhão de dólares na construção da nova fábrica. Em janeiro, as informações eram de que a unidade poderia fabricar o carro elétrico na Nissan, o Leaf. Mas o próprio Ghosn veio a público, depois, afirmar que o Leaf só seria viável no Brasil com subsídios públicos – e o governo fez que não ouviu.

por Márcio Juliboni (Exame.com)