sábado, 28 de abril de 2012

Carros sustentáveis passam longe do Brasil


Sem incentivo, carros verdes ficam insustentáveis por aqui

Atualmente existem mais de 3 milhões de carros elétricos circulando no mundo, segundo a Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE). Porém, apenas 72 unidades rodam no Brasil, contraste que fica ainda maior diante da exuberância da frota circulante nacional, estimada em 42 milhões de veículos.

A causa do curto-circuito está no fato de o país não oferecer qualquer incentivo para veículos sustentáveis. O anúncio de um plano de ação para veículos elétricos, em maio de 2010, foi cancelado sem explicação. Em setembro de 2011, o aumento de IPI para importados agravou mais a situação. "O governo deveria ter livrado os elétricos desse aumento", afirma Jayme Buarque de Hollanda, presidente do conselho diretor da ABVE, que declara que a política protecionista não contribui para a fabricação de híbridos e elétricos por aqui.

"Sem incentivos, não há a menor chance de um carro elétrico ser produzido em fábricas brasileiras", diz Carlos Ghosn, presidente mundial da Renault-Nissan. Seu elétrico Leaf não será atraente para o bolso dos brasileiros.

A Toyota confirma a chegada do Prius até o fim do ano, mas diz que, com o reajuste, os volumes serão revistos. A Mercedes-Benz anunciou que continuará vendendo o S400 híbrido, mas ainda sem definição de preço, além de não ter planos para lançar outros modelos limpos por aqui.

por Redação (Quatro Rodas)

Consumidor brasileiro melhora avaliação do mercado automotivo


O Índice Nacional de Satisfação do Consumidor (INSC) foi criado pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) para avaliar o grau de contentamento dos brasileiros com produtos e serviços de diferentes segmentos. Para a medição, os dados são coletados exclusivamente nas redes sociais.

Depois de ter atingido, em dezembro, o menor nível em nove edições da pesquisa (51,8% de contentamento), o índice de contentamento do consumidor com a indústria automotiva voltou a crescer. De acordo com o último levantamento, 55,5% dos consumidores de Fiat, Volkswagen, Chevrolet e Ford estão satisfeitos com os carros.

Além do setor automotivo, o medidor da ESPM avalia mensalmente as impressões de consumidores em relação a 60 empresas de 15 setores – como alimentos, autoindústria, bancos, eletroeletrônicos e farmacêutico. Apesar da elevação da satisfação, o índice do setor automotivo ficou abaixo da média geral, que foi de 57,7%.

Os 55,5% de clientes satisfeitos deixaram a autoindústria no oitavo lugar do ranking, atrás do setor de alimentos e supermercados, entre outros. A subida também não foi suficiente para recuperar o nível alcançado em novembro, quando 60,9% dos consumidores se diziam satisfeitos com o setor. 

por Alyne Bittencourt (MotorDream)

Velas de Ignição


O futuro desta linha de peças está mais próximo do que se imagina

Há mais de 150 anos a vela de ignição tem sido responsável pela queima de combustível nos motores de combustão interna, aplicados em veículos automotores e estacionários.

As velas de ignição convencionais, por usarem alta tensão para gerar faíscas elétricas através da abertura entre eletrodos, representam uma barreira para melhorar a economia de combustível e reduzir emissões de óxidos de nitrogênio (NOx), um dos componentes mais danosos da emissão veicular.

A redução de emissão de NOx exige uma mistura ar-combustível mais pobre (mais ar que combustível) e para isso é necessário uma tensão ainda maior, limitada pela capacidade do metal dos eletrodos nas velas convencionais em suportar tal carga. A solução virá com a substituição do metal pelo laser de cerâmica mais potente e que irá liberar energia óptica concentrada, sem uso de eletrodos.

A ideia não é nova e está em franco desenvolvimento por montadoras japonesas e americanas, confiantes nos resultados iniciais que demonstram ganhos substanciais na queima mais limpa e eficiente de combustíveis.

As velas de ignição ficam posicionadas acima do cilindro e apenas inflamam a mistura ar-combustível próxima a elas. O metal relativamente frio dos eletrodos e as paredes do cilindro absorvem o calor da explosão, atenuando a difusão da chama tão logo ela começa a se expandir. Já os lasers podem concentrar os seus raios diretamente no centro da mistura.

A velocidade da injeção da faísca é muito importante, pois quanto mais precisa a temporização, mais eficiente será a combustão. Os lasers injetarão sua energia em questão de nanosegundos, enquanto nas velas de ignição essa injeção se dá em milessegundos. No MIT Massachusetts Institute of Technology, nos Estados Unidos, pesquisas igualmente avançadas trabalham na construção de motores sem velas de ignição.

Enquanto isso, no Brasil, a demanda estimada de velas de ignição convencionais, disponíveis em várias marcas nacionais e importadas, deverá atingir cerca de 44 milhões de unidades neste ano de 2012, só no segmento da reposição, de acordo com os critérios de cálculos do Instituto Photon de Pesquisas e da Marknet Marketing, que comercializam o sistema denominado PM 2.0 Aftermarket WebSolution, ferramenta via web que permite estudar linhas de produtos da reposição automotiva com cálculo da demanda por região brasileira. Informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 7142-8302, com Sérgio Duque.

por Redação (Revista Mercado Automotivo)

Sucesso absoluto, sexta edição da Autopar deve reunir 500 expositores


Programada para junho, no Expotrade Pinhais, na Grande Curitiba, a 6ª edição da Autopar – Feira de Fornecedores da Indústria Automotiva – deve reunir cerca de 500 expositores para um público estimado de 80 mil profissionais do setor.

Com a edição 2012, a Autopar ratifica a importância da regionalização das feiras e o fortalecimento das indústrias no Paraná, tornando um centro de capacitação profissional e de prospecção de negócios. O evento também notabiliza-se por debater temas como o agregamento das indústrias da região, o intercâmbio tecnológico com as multinacionais fabris e o fortalecimento das plantas produtivas, a partir da interrelação dos vários segmentos industriais do estado e dos vizinhos do Sul e Sudeste.

Com o status de segunda maior feira automotiva do Brasil, a Autopar também destaca-se pelas novidades tecnológicas que apresenta durante o evento, tornando-se um catalisador de experiências automotivas que ganham o mercado em curto espaço de tempo.

Na última edição da Autopar, em 2010, cerca de 120 caravanas transportaram ao pavilhão do Expotrade, nos quatro dias do evento, profissionais e empresários vindos do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul. Na feira deste ano, os organizadores esperam contar com um maior número de empresários paranaenses nos estandes, dentro de uma política que está sendo levada a cabo pelos principais entidades da indústria do estado, de fortalecer o parque fabril do Paraná.

por Assessoria Autopar 2012 (www.feiraautopar.com.br)

O que fazer quando o carro está “passarinhando”?

 
Uma dúvida bastante comum dos motoristas brasileiros é como se deve proceder quando o carro está com dificuldade de controle para andar em linha reta, ‘passarinhando’, no jargão popular. A DHB, empresa especializada na fabricação de componentes automotivos, enviou ao Portal do Mecânico uma dica técnica explicando quais são as possíveis causas do problema e as respectivas soluções." Conheça as dicas:
 
- Causa: mangueiras obstruídas. Solução: deve-se fazer uma limpeza no sistema ou substituí-las;

- Causa: pneus danificados ou com calibragem incorreta. Solução: faça a calibragem ou substitua os pneus, caso necessário;

- Causa: terminal de direção danificado. Solução: inspecione folgas ou desgastes no terminal e substitua-o, caso necessário;

- Causa: fixação do mecanisno de direção irregular. Solução: é necessária a correção da fixação;

- Causa: articulação axial com desgaste e folga. Solução: substitua a articulação e o guarda-pó;

- Causa: suspensão avariada (fixação, amortecedores e bandejas). Solução: revise o sistema de suspensão do veículo;

- Causa: problemas de geometria no carro. Solução: revise a geometria;

- Causa: baixa vazão na bomba. Solução: faça a reparação ou substitua a mesma;

- Causa: folga no mancal de ajuste da cremalheira do mecanismo de direção. Solução: faça a regulagem do mecanismo.
 
por DHB Componentes Automotivos com Portal do Mecânico

Itens fundamentais que devem ser avaliados durante a manutenção veicular


Veja quais os itens que devem ser verificados periodicamente para prolongar a vida útil do automóvel e evitar gastos excessivos com problemas imprevistos.

Estepe: é preciso calibrá-los mensalmente. Informações sobre a calibragem correta dos estepes podem ser consultadas no manual do veículo.

Pneus: também precisam ser calibrados todos os meses. Já o rodízio dos pneus deve ser feito a cada 10 mil quilômetros rodados, durante o alinhamento e balanceamento do veículo.
Suspensão: deve ser revisada a cada 5 mil quilômetros. E os amortecedores, substituídos a cada 40 mil quilômetros.

Freios: o sistema de freios precisa de revisão a cada 5 mil quilômetros. Também é importante verificar o desgaste das peças mecânicas e hidráulicas.

Fluído de freio:
também é importante estar atento aos cuidados com o reservatório do fluído de freio, que deve ser mantido bem fechado. Quando o nível do fluído de freio precisa ser completado constantemente, é sinal de que pode haver vazamento no sistema e até a possibilidade de perda do freio do carro. Vale lembrar ainda que o fluído de freio deve ser substituído a cada 12 meses ou quando o veículo completar cerca de 10 mil quilômetros rodados, a fim de evitar oxidação e outros danos ao sistema de vedação dos freios, o que pode provocar vazamentos.

Motor:
a quilometragem de manutenção das correias, rolamentos e sistemas de arrefecimento varia conforme o modelo do veículo. A quilometragem da troca de cada veículo está expressa em seu manual. Consulte um profissional especializado que poderá realizar a verificação dos itens.

Óleo:
o nível do óleo do motor precisa ser verificado semanalmente. A quilometragem de substituição do óleo e filtros varia entre 5 mil e 10 mil quilômetros, de acordo com as especificações do fabricante do automóvel.

Bateria: deve ser revisada a cada seis meses, assim como a inspeção visual e a limpeza dos polos da bateria, para evitar o acúmulo de zinabre.

Direção: o alinhamento da direção precisa ser feito a cada 10 mil quilômetros e quando o carro passar por buracos ou chocar-se com guias.

por RAF Comunicação - Assessoria de Imprensa da Porto Seguro / Redação SETE

Empresária investe em oficina mecânica para mulheres

Agda aprendeu tudo sobre automóveis e hoje faz sucesso entre as motoristas da cidade

Azar do mecânico que um dia enganou Agda Oliver, 31 anos. Ressentida com o alto valor pago por uma revisão do veículo e por peças que nem sequer existiam no automóvel novo, resolveu aprender tudo sobre o assunto para nunca mais ser passada pra trás. Com tanta pesquisa para entender os desenhos que enfeitam os painéis dos carros, acabou se apaixonando e resolveu abrir o próprio negócio no ramo ainda considerado inusitado para mulheres.

Antes da oficina Meu Mecânico, Agda nunca pensou em trabalhar no setor. “Era bancária e meu dia a dia era completamente distante de graxas e carburadores”. Quando foi trapaceada por um mecânico e pesquisou na internet, percebeu que os questionamentos era comuns entre outras condutoras. “Sempre tive vontade de empreender, ser dona do meu próprio negócio. Ao conhecer a história de outras mulheres que foram enganadas por mecânicos, percebi que montar uma empresa voltada para mulheres seria uma ótima oportunidade”, conta.

Novata nos negócios, encontrou no Sebrae no Distrito Federal a orientação para fazer a empresa dar certo. “Participei de um curso sobre inovação do Sebrae  e foi lá que desenvolvi a ideia do projeto Terça Para Mulheres (TPM)”. Neste dia da semana, enquanto o carro é revisado, as clientes seguem para um salão de beleza próximo ao estabelecimento e têm direito a desconto em uma rede de academias de ginástica da cidade, além de tratamento de pele em domicílio. A iniciativa foi elogiada por consultores da instituição, e Agda foi convidada a expor a ideia na Feira do Empreendedor de 2011.

Para atrair seu público, as paredes da oficina, que fica em Ceilândia (DF), são cor de rosa. “Também forneço dicas por email sobre manutenção, revisão e como trocar pneu, por exemplo. Além disso, fazemos promoções só para a clientela fidelizada”, conta. Aquelas que se interessarem pelo universo de automóveis podem participar de uma explicação exclusiva sobre como funciona cada equipamento.

A empreendedora continua contando com a ajuda do Sebrae no DF. “Recebo consultoria financeira e a visita dos Agentes Locais de Inovação (ALI). Se não fosse pela instituição, não sei se ainda estaria com as portas abertas. Sei que toda empresa passa por dificuldades nos primeiros anos, mas ao participar dos cursos eu aprendi que o planejamento é essencial para que a empresa sobreviva e, principalmente, lucre”, conta. Agda investe na capacitação dos quatro funcionários para que cresçam junto com a empresa. “Já participaram de cursos de atendimento ao cliente e vendas”, afirma.

Otimista com a oficina, já planeja novos meios para crescer e sabe bem o caminho que pretende trilhar. “Em cinco anos, quero montar franquias em Brasília e quem sabe até em outras cidades. Até lá, quero estar preparada e padronizar tanto o atendimento quanto à estrutura da oficina”, revela. Agda também pretende montar um salão de beleza anexo ao estabelecimento. “Quero que minhas clientes saiam felizes e poderosas de uma oficina mecânica e não revoltadas com o atendimento, como aconteceu comigo alguns anos atrás”, finaliza. 

por Natália Kenupp (Agência Sebrae de Notícias)