sexta-feira, 13 de maio de 2011

Segurança na entrega


O check-list de saída do veículo dá tranqüilidade tanto para a oficina quanto para o cliente, além de evitar o retrabalho

Todos sabemos da importância do check-list de entrada do veículo, relacionando todos os cuidados que a oficina precisa ter assim que o carro do cliente chega à reparadora. Mas, tão importante quanto esse trabalho é o check-list de saída. Por mais que o reparo seja bem executado, no prazo correto e com processos e equipamentos capazes de garantir a durabilidade do resultado, todo o empenho pode ser em vão caso o cliente encontre o carro com um farol quebrado, um rasgo no tecido do assento... ou mesmo se estiver muito sujo.

Como se trata do patrimônio do cliente, é indispensável que a entrega do veículo inclua um registro do que está sendo entregue, a fim de que não haja inconvenientes a curto e longo prazo (reclamações que vão gerar retrabalho e prejuízo para a oficina).

O check-list de saída deve fazer parte da rotina da oficina e deve contemplar itens relevantes relacionados à qualidade dos trabalhos e à segurança do automóvel e do condutor. Este documento é útil para ambas as partes: de um lado, a oficina confere se está tudo perfeito antes de entregar o carro, checando ainda se todos os itens estão em perfeito funcionamento; do outro, o cliente tem a segurança de estar recebendo seu veículo sem problemas que lhe causarão dores de cabeça posteriores.

O check-list

Confira a seguir os principais itens que devem constar desse registro. 

Aperto dos parafusos de roda

Você não vai querer que o carro do cliente tenha problemas na roda na primeira esquina, saindo da oficina. Esta checagem é fundamental para evitar uma má impressão do cliente.

Funcionamento do freio

Confira se os trabalhos realizados na oficina não afetaram o funcionamento do freio. É até uma forma de zelar pela segurança do proprietário do veículo.

Acessórios

Assegure-se de que o triângulo, o macaco, a chave de roda e o estepe do carro continuam lá (você já deve ter conferido a presença dos itens durante o check-list de entrada).

Luzes

Os processos de desmontagem e posterior montagem das peças do veículo podem afetar o funcionamento dos faróis, lanternas, piscas, luzes de ré e freio. Confira se está tudo ok.

Alinhamento dos vãos entre as peças externas 

Uma das primeiras coisas que o cliente vê no carro pronto é se o capô está bem alinhado. A mesma coisa em relação às portas do veículo. Confira se as distâncias dos vãos seguem um padrão.

Calibragem dos pneus 

Entregar o carro do cliente com um pneu murcho é uma tremenda bola fora. Calibre seguindo a indicação do manual do fabricante.

Fluidos

Confira se os níveis de óleo, água e outros fluidos estão em perfeita ordem. O ideal é você fazer essa conferência antes do momento da entrega, como forma até de vender um serviço. Se o óleo de motor estiver num nível baixo, por exemplo, você pode avisar o cliente e perguntar se ele quer que a oficina complete. Mas sempre avise o cliente antes, não coloque nenhum fluido por conta própria, nem como cortesia. O cliente pode preferir um tipo específico de fluido, diferente do que você usou, e o que seria um agrado vira um gol contra.

Teste hidrostático 

Pulverize água no veículo reparado antes de entregá-lo. Esta é uma forma de conferir se as peças foram montadas corretamente, e não há vazamento de água para o interior do carro.

Limpeza

Tanto pelo lado de dentro quanto pelo lado de fora. O carro tem de estar limpinho no momento da entrega. Além da importância da apresentação impecável, a limpeza também permite que o cliente observe se está tudo perfeito com as peças externas, já que a sujeira poderia esconder algum defeito na pintura, por exemplo.

Teste de rodagem 

E, claro, dê uma volta com o carro. É a melhor forma de checar se está tudo funcionando perfeitamente, se o veículo não está com ruídos que não existiam, se há estabilidade no conjunto, entre outros fatores que, se você não descobrir antes, eles surgirão quando o seu cliente estiver conduzindo o carro.

Registre tudo

Cada tarefa realizada deve ser anotada, para que o profissional responsável pela entrega possa explicar ao cliente cada procedimento feito. Há oficinas que ajustam peças, trocam lâmpadas, fazem polimento sem cobrar e não comunicam esses cuidados para o cliente, simplesmente porque nada havia sido registrado. É uma perda de oportunidade de valorizar o trabalho feito e fidelizar seu cliente.

Pegue a assinatura do cliente

Após apresentar o veículo com o check-list à mão, demonstrando para o cliente todos os trabalhos que foram feitos, não se esqueça da assinatura do cliente. Se ele assinar um registro de que está tudo ok com seus faróis, por exemplo, ele não voltará à oficina para reclamar, dias depois, caso tenha algum problema com o farol que nada tenha a ver com o serviço feito pela reparadora.

por Marcos Carvalho com adaptações (Oficina Brasil)

Cerca de 26% dos motores sofrem com aplicação incorreta de peças


De acordo com uma pesquisa realizada em 2010 sobre o desempenho das retíficas de motores em São Paulo, 26% dos defeitos nos conjuntos reparados no ano foram causados por usinagem e aplicação incorreta de peças. 

No entanto, o primeiro lugar dos problemas encontrados ainda é relacionado ao mau uso e negligência por parte do cliente, com 27%. O estudo é da Amparem (Associação Paulista de Retífica de Motores).

No terceiro lugar do índice de defeitos estão peças com irregularidades de fábrica, com 27%, e por último, reinstalação incorreta do motor, 22%. Do total dos motores retificados em 2010, 58% foi ciclo diesel e 42 do ciclo Otto. A produção foi dividida em 78% para motores nacionais e 22% para importados. 

Sobre os investimentos anunciados pelo setor em máquinas, 51% disseram que vão fazer novas aquisições e 49% disseram que não sabem ou que estão estudando o assunto.

Entre as prioridades discutidas para 2011, os empresários reforçaram acabar com a guerra de preços e a concorrência predatória; fornecer motores completos diretamente aos clientes; resolver a falta de mão de obra qualificada nas retíficas; expandir o mercado, com uma linha de crédito mais atrativa aos consumidores.

por O Mecânico (www.omecanico.com.br)

Wurth abre primeira loja no Brasil


Foi inaugurada na última quinta-feira (12/5) a primeira loja da Wurth do Brasil. A unidade está localizada na zona oeste capital paulista, no Butantã. A rede receberá investimentos de R$ 2,5 milhões para a construção de mais cinco instalações até o fim de 2011, nas regiões do Grande ABC e Campinas. 

A previsão é que cada loja fature cerca de R$ 1,5 milhão por ano e disponibilize em estoque cerca 2,5 mil itens da linha de produtos da companhia.

Atualmente, as vendas estão concentradas nos 1,5 mil vendedores representantes espalhados pelo País. Entretanto, as novas lojas irão agilizar o atendimento ao cliente, pois eles terão acesso direto aos produtos. 

O modelo de varejo segue o mesmo padrão utilizado pela marca em outras lojas localizadas em 45 países. No geral, as unidades apresentam área com até 500m², em formato de auto-serviço, possuem espaço reservado para relacionamento com o cliente e atendimento personalizado.

por O Mecânico (www.omecanico.com.br)

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Fras-le tem lucro superior a R$133 milhões no trimestre


A Fras-le, fabricante de pastilhas e lonas de freio, fechou o primeiro trimestre de 2011 com receita líquida de R$133,6 milhões, desempenho 14% acima do atingido durante o mesmo período no ano passado. 

De acordo com a companhia, do resultado total, lonas de freio para veículos pesados (blocos) corresponderam a 61,6%, enquanto pastilhas de freio representaram 27,4% e outros produtos 11%. 

Em relação à receita bruta, a empresa contabilizou R$ 178,1 milhões de janeiro a março deste ano, crescimento de 12,7% em comparação aos primeiros três meses de 2010.

Para 2011, a empresa pretende investir R$ 60 milhões, sendo que até o momento foram utilizados R$15,3 com a maior fatia distribuída entre máquinas, equipamentos e ferramental. Segundo a Fras-le, os investimentos na linha de blocos resultarão em um aumento de capacidade de 15 milhões de peças nos próximos 12 meses.
 
por O Mecânico (www.omecanico.com.br)

sábado, 7 de maio de 2011

Nakata amplia portfólio com bombas de óleo, água e combustível


A Nakata, conhecida no mercado por oferecer peças para suspensão, está entrando no segmento de bombas de óleo, água e combustível, assim reforçando ainda mais o portfólio do grupo Affinia, ao qual pertence.

São 73 modelos de bombas de óleo, que poderão cobrir 834 aplicações, 148 novas bombas d’água para 1411 aplicações e 25 bombas de combustível que atendem a 263 aplicações. As peças estarão disponíveis para o mercado de reposição tanto de leves quanto de pesados.

De acordo com a Nakata, a marca aposta nos diferenciais de seus produtos para conquistar o mercado. As bombas de óleo têm nível de ruído mínimo e já estão saindo em veículos argentinos como peças originais. 

Já as bombas d’água possuem rolamentos blindados que dispensam o uso da graxa, enquanto as bombas de combustível da marca recebem tratamento especial com níquel em todas as partes que entram em contato direto com o combustível.

A empresa também investirá em publicidade para divulgar os lançamentos ao mercado, em revistas especializadas e materiais de ponto de venda, além do catálogo online disponível no site da marca: www.nakata.com.br.

por redação, O Mecânico (www.omecanico.com.br)

Volkswagen lança primeiro centro de treinamento regional em Curitiba

Curitiba é a primeira capital a receber o centro exclusivo da Volkswagen

A Volkswagen apresentou na última quarta-feira (4/5), em Curitiba/PR, o projeto do primeiro Centro de Treinamento Regional para qualificação dos profissionais da rede de concessionárias do sul do Brasil. Com previsão para iniciar as operações em julho, o empreendimento recebeu investimentos de R$ 2,1 milhões em infraestrutura e ferramentais.

Ainda neste ano serão abertas mais duas unidades da Academia Volkswagen: em São José do Rio Preto (em setembro) e em Goiânia (novembro). Em 2012 serão inaugurados os Centros de Treinamento em Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Recife. Desta forma a marca poderá atender mais de 600 pontos de vendas e cerca de 25 mil profissionais das áreas comercial e técnica. O investimento nos sete Centros será de R$ 15 milhões.

Os Centros de Treinamento estão alinhados com a estratégia de comunicação e toda tecnologia da Volkswagen, e seguem uma padronização mundial da marca. Um das vantagens da regionalização é a proximidade com a rede de concessionários. Segundo a empresa, com as sete unidades a expectativa é aumentar em cerca de 60% o volume de treinamento para profissionais dos pontos de vendas.

Estrutura

Os espaços contarão com quatro salas, com possibilidade para treinar 48 pessoas simultaneamente. A capacidade instalada permite oferecer 4.800 horas de treinamento a 7.200 alunos por ano. No local ainda são oferecidas duas salas técnicas com todo ferramental necessário, equipamentos de diagnóstico de última geração e de eletroeletrônica, além de mobiliário especial para a prática de exercícios e teoria.

A outra sala de treinamento, destinada à capacitação de vendedores, gerentes de vendas, consultores técnicos e gerentes de serviço, é equipada com recursos que simulam o ambiente da concessionária e permitem treinar processos de vendas e pós-vendas, apresentação de produto e aplicação de cursos de toda grade gerencial. Todos os mobiliários, equipamentos e ferramental seguem os padrões mundiais da Volkswagen para sua rede de concessionárias.

por redação, O Mecânico (www.omecanico.com.br)

Gol fica com liderança de vendas em abril

Modelos da JAC expostos em revenda em SP. Vendas de novos em abril bateu recorde

Em mês de queda, indústria emplaca 272.924 automóveis e comerciais leves

O mês de abril terminou com uma queda nas vendas para a indústria brasileira. O período marcou o emplacamento de 272.924 automóveis e comerciais leves no país, segundo dados divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). O número representa uma queda de 5,48% em relação a março. Ainda segundo a associação, se somados ao número a produção de ônibus, caminhões, motos e outros, a produção durante o mês de abril alcança a marca de 446.666 mil unidades vendidas, novamente, queda de 6,66% sobre o mês anterior.

Ainda assim, este foi o melhor abril da história para a indústria, superando a produção de abril de 2008, quando foram registradas 435.164 unidades. O acumulado do ano chegou a 1.050.642 automóveis e comerciais leves vendidos, um crescimeno de 3,78% em relação a 2010. Com a soma de demais veículos, o primeiro quadrimestre chega a 1.742.375 unidades emplacadas.

Apenas em automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, a produção de abril fehcou em 289.213 unidades. O quadrimestre chegou a 1.114.413 veículos, este último representando um crescimento de 4,56% sobre o mesmo período no ano passado.

Gol x Uno

Mas o público também acompanha de perto a disputa dos maiores titãs do mercado automotivo: Gol e Novo Uno. Ambos estão em uma briga acirrada pela liderança de vendas desde o início do ano. No round de abril, a vitória ficou com o compacto da VW, que garantiu o emplacamento de 23.304 unidades. Já o competidor da Fiat chegou a 22.179 licenciados.

No acumulado do ano, o Gol mantém o topo da lista, com 90.844 unidades negociadas. Já o Novo Uno perdeu sua proximidade, e mantém 83.699 unidades emplacadas.

A chegada da versão duas portas do Novo Uno era a grande aposta da marca para o período, com preço mais baixo em cerca de R$ 2 mil. Já a VW vem trabalhando com preços agressivos para o seu modelo de entrada, oferecendo preços bem abaixo da tabela em feirões e mesmo nas concessionárias.

Marcas

Entre as marcas,  a Fiat foi quem se deu melhor em abril, e fechou o mês com 60.455 unidades vendidas. A VW vem logo atrás, com 52.157. A GM encerrou o período com 51.424 veículos vendidos, enquanto a Ford chegou a 27.600.

No acumulado do ano, a Fiat já negociou 232.463 unidades, enquando a VW chegou a 219.179.

Para quem acompanha de perto o desempenho da novata JAC no mercado, ela já é a líder entre as chinesas no país. Terminou abril com 2.095 unidades vendidas e alcançou 0,77% de participação no mercado, cravando a 13º lugar em vendas de automóveis. 

A Hyundai mais uma vez superou a Honda, e comercializou 9.287 unidadades de seus veículos ante ante 9.029 unidades da japonesa. Isso coloca a coreana na 6ª colocação de abril, uma posição acima da Honda. Já a Toyota se afasta da briga. Embora tenha ficado com o 8º lugar no mês, emplacou 7.834 veículos.

por Alberto Cataldi (Revista Auto Esporte)