Num momento em que a preservação do meio ambiente é uma das
questões mais discutidas globalmente, saiba o que você pode fazer no
dia-a-dia de sua oficina para aderir à essa nobre causa
Já não é de hoje que a preocupação com o meio ambiente vem mexendo
com a sociedade de um modo geral. A preservação da natureza e os riscos
que sua destruição pode trazer para a raça humana e todos os seres vivos
são assuntos em pauta na maioria dos setores industriais, e o universo
automotivo, por ter uma grande parcela de culpa na emissão de poluentes
na atmosfera, é um dos mais pressionados na luta para limpar o planeta e
tentar reverter essa situação.
Essa conscientização ecológica, na verdade, partiu, mais uma vez, das
montadoras, e foi tomando força em toda a cadeia automotiva. Começou
nos salões do mundo inteiro, com protótipos ecológicos, combustíveis
alternativos e outros meios de preservação. Os fornecedores, fabricantes
de peças, pneus e combustíveis assumiram a mesma posição. Agora, como
parte importante da cadeia, por conta da manutenção e reparação de
veículos, a oficina mecânica também está aderndo à causa.
Mas o que fazer? Tanto se fala e muito pouco se faz efetivamente
dentro de uma oficina para contribuir com a ecologia. Hoje em dia,
porém, mais do que uma questão social, a preservação virou uma questão
de saúde pública e até legal: o cerco para quem não respeita as leis de
preservação do meio ambiente está apertando e pode gerar muito prejuízo
em multas e processos com penas mais severas.

Hora de separar e reciclar
"O trabalho de separação de resíduos e descarte correto de peças numa
oficina mecânica começa com a conscientização dos seus colaboradores",
afirma José Pala cio, do IQA. "Os mecânicos precisam desenvolver a
cultura da preservação do meio ambiente, começando com atitudes simples,
e a partir daí fazer desse exercício uma constante no seu local de
trabalho e até mesmo em casa", completa.
A questão da preservação do meio ambiente e o descarte correto de
peças e líquidos em estabelecimentos de reparação automotiva começaram
com a necessidade de separar a água do óleo. "Essa mistura (água e óleo)
proveniente da lavagem de motores, por exemplo, e outros resíduos como
terra e impurezas vão diretamente para o esgoto, contaminando o
saneamento público. Para amenizar essa situação muitas oficinas adotaram
caixas decantadoras, que fazem o trabalho da separação, jogando no
esgoto a água limpa e num outro recipiente o óleo coletado, que depois
pode ser vendido.

"É importante lembrar que esta inscrito na lei de crimes ambientais,
que o lançamento de resíduos sólidos, líquidos ou gasosos, detritos,
óleo ou substâncias oleosas no esgoto pode gerar uma pena de reclusão de
um a cinco anos", alerta. Ele explica que as oficinas devem atender à
Resolução do CONAMA 362, de 23 de junho de 2005, que determina como o
descarte do produto deve ser e o que fazer com o produto utilizado.
"A lei já existe o que falta é fiscalização, que começará a ficar
mais rigorosa em breve", avisa. Isso porque a norma NBR 10004 classifica
o óleo lubrificante descartado como um produto altamente tóxico e
perigoso para a saúde e o meio ambiente.
E, em relação aos pneus, também já existe uma regulamentação que
aponta os fabricantes como responsáveis pelos resíduos de seus produtos,
desde 2005. De acordo com a Resolução CONAMA n° 258, os fabricantes de
pneus são responsáveis pelo destino dos seus produtos para que não
impactem nomeio ambiente. A ANIP inclusive faz um trabalho forte neste
sentido, para qual foram criados diversos ECOPONTOS em todo o país, com a
intenção de recolher os pneus. Em geral, todos os produtos automotivos
descartados são de responsabilidade do fabricante.
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