sábado, 17 de setembro de 2011

O que fazer com o óleo usado?


A água é imprescindível para a sobrevivência humana, tal qual o óleo é para o perfeito funcionamento dos veículos. Não se misturam, mas uma simples gota de óleo lubrificante torna a água imprópria para o consumo e prejudica o meio ambiente.
 
Para saber como destinar corretamente os óleos que são utilizados nos carros, ouvimos quem evita que eles entrem em contato com a natureza e ainda lucra com isso: profissionais de oficinas, centros automotivos e postos especializados. Mas a primeira dica vem do diretor técnico e ambiental do Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo (Sindirepa), Antônio Gaspar de Oliveira: “Em primeiro lugar, não troque o óleo em casa. Não se deve jogá-lo na pia e no vaso sanitário. É preciso levá-lo ou fazer esse tipo de serviço em uma oficina ou um posto que o destine corretamente, claro. E para ser mais responsável ainda não se esqueça de encaminhar a embalagem plástica do óleo para a reciclagem”.

Os tipos de óleo
 
Há o óleo do motor e o do câmbio, que são lubrificantes, e o fluído de freio e o de direção hidráulica. Entre os lubrificantes, existem três tipos, segundo Vinícius Losacco, mecânico e preparador de motores da Stock Car: mineral, sintético e semi-sintético. “O cliente deve sempre usar o óleo indicado pelo manual de seu veículo e de acordo com a periodicidade recomendada”, aconselha.

Apesar de terem características diferentes, depois de utilizados, todos podem ser armazenados juntos. O diretor do Sindirepa explica: “Independentemente do tipo, eles devem ter a mesma destinação. Não precisa separá-los, pois todos seguirão para o mesmo processo de reciclagem”. Ainda segundo ele, os estabelecimentos que fazem a troca do líquido devem ter um recipiente específico para a sua colocação. “Alguns têm galões, outros tambores e até tanques, de acordo com a quantidade. O importante é que neles apenas o óleo seja depositado”.

Rodrigo da Costa Silva, gerente da Via Mais – Centro de Tecnologia Automotiva, de Santo André, no ABC paulista, diz que a empresa que atende às normas ambientais só tende a ganhar. “Não há porque descartar o óleo em qualquer lugar. Temos um reservatório de concreto e a cada três meses uma empresa especializada vem retirá-lo. Jun Yamamoto, da Jun 2Y Centro Automotivo, no bairro paulistano do Butantã, diz que acondiciona o óleo corretamente em tambores desde que abriu as portas. Na especializada Rei do Óleo, no Jaguaré, bairro da capital de São Paulo, que atende 150 carros por dia, o óleo é guardado em galões e retirado semanalmente, segundo o gerente Leandro Moreira.

E depois, o que fazer?

“O óleo deverá ser refinado e voltará a ter as mesmas características de antes de abastecer o veículo. Ele pode passar por esse procedimento inúmeras vezes. Sua qualidade não será comprometida. Isso é muito bom do ponto de vista ambiental, pois gera menos resíduo no meio ambiente. E também é bom do ponto de vista econômico porque as refinarias compram o óleo usado, o reciclam, e o colocam de volta no mercado”, diz Oliveira.
 
Certificado de coleta de óleo usado emitido pela Agência nacional do Petróleo

Fica a cargo de empresas especializadas a coleta do líquido e seu transporte até as refinarias, mas há um porém, como explica o diretor do Sindirepa: “Não se pode vendê-lo a qualquer uma, e sim para as que são homologadas pela ANP, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, que pagam, normalmente, R$ 0,30 pelo litro”.


Marcelo Fontana Gonçalves, proprietário da Bangu Escapamentos, também em Santo André, diz que é fácil saber se uma empresa é ou não homologada pela agência. “Ela deverá entregar um certificado de coleta de óleo usado, o qual leva o nome da ANP. Se ela não tiver esse documento, não venda o óleo. Provavelmente, ele não seguirá para refinarias”.

Oliveira revela: “Existem empresas que não adotam o procedimento correto e comercializam o óleo para olarias, cerâmicas e fundições clandestinas, que o usam como combustível e prejudicam o meio ambiente. A queima de cinco litros de óleo contamina o mesmo volume de ar que uma pessoa respira durante 3 anos”.

A portaria 464 de 2007 dos Ministérios de Meio Ambiente e de Minas e Energia estipula as metas de coleta de óleo usado para cada Estado. “Em São Paulo, que tem a maior frota de veículos do país, deve ser recolhido pelas empresas credenciadas, no mínimo, 42% do óleo que foi comercializado”, conclui o diretor. 

por Camila Franco (Auto Esporte)

Para especialistas, nova medida de IPI é equivocada

Chinesa JAC afirmou em comunicado que, por enquanto, seus modelos não terão preços afetados

A decisão anunciada na última quinta-feira (15/09) pelo governo federal de aumentar a alíquota de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos veículos importados apresenta uma série de inconsistências e não deverá beneficiar o consumidor final, de acordo com especialistas.  

A medida fere um dos princípios estabelecidos pela Organização Mundial do Comércio (OMC). O advogado tributarista Fernando Lobo d’Eça explica que a instituição proíbe a discriminação entre produtos nacionais e importados. “A única taxa discriminatória permitida é a de importação”, conta. Desta forma, o país poderá ser punido pela OMC caso ela julgue que a ação brasileira signifique, a rigor, uma barreira aos importados. A mesma organização define ainda que o teto para alíquotas de importação de automóveis é de 35%.

Outro ponto sensível é o prazo que o governo deu para que as montadoras fiquem livres da elevação do IPI e se adaptem às novas exigências. Durante coletiva de imprensa realizada na quinta-feira, em Brasília, o ministro da fazenda, Guido Mantega, anunciou uma tolerância de até 60 dias. Hoje, no entanto, o vencimento divulgado no Diário Oficial da União caiu para 45 dias. "A constituição determina que o prazo mínimo para que as empresas se ajustem à nova resolução é de 90 dias. As montadoras poderão recorrer ao judiciário para alargarem o prazo”, define Anderson Stefani, advogado da Nasser Sociedade de Advogados.

Na prática, o governo não elevou o IPI para os importados, mas sim para todos os veículos novos vendidos no país, mas um desconto será concedido aqueles com alto nível de nacionalização. Para isso, as empresas deverão cumprir uma lista de exigências: produzir veículos com, no mínimo, 65% das peças fabricadas no Brasil; ter 0,5% da receita bruta de vendas revertidos em atividades de inovação, de pesquisa e de desenvolvimento tecnológico no país e realizar no mínimo seis de 11 etapas de produção no no Brasil (confira a lista completa no fim da reportagem).

Impacto no mercado

O governo alega que a medida tem o objetivo de estimular a competitividade dos veículos nacionais, valorizar a indústria brasileira e estabilizar os postos de trabalho industriais no país. Para o economista Samy Dana, a nova regra não deverá criar um cenário positivo para o consumidor. Isto porque, na opinião do professor de finanças da Escola de Economia da Fundação Getúlio Vargas, a competitividade faz com que as empresas sejam obrigadas a reavaliar seus preços para continuarem bem consolidadas no mercado. “Os preços dos carros nacionais são elevadíssimos. As margens de lucro exercidas no Brasil são muito altas. O que realmente não podemos permitir é que carros produzidos no país sejam vendidos muito baratos em outros países”, pondera Dana.

O consultor especial automotivo Paulo Roberto Garbossa atenta para uma possível acomodação das montadoras brasileiras na busca por aprimoramento e desenvolvimento dos automóveis. Ele lembra que foi a partir da entrada de importados no país que as montadoras nacionais começaram a se preocupar em oferecer itens como direção hidráulica e trio elétrico em modelos mais populares. “Antigamente, esses acessórios só estavam disponíveis em carros de luxo. A competitividade com as marcas estrangeiras fez com que a indústria brasileira despertasse para essa necessidade e começasse a brigar com os importados”, conta.

Quem será afetado

A alta do IPI não engloba automóveis vindos de países membros do Mercosul e do México. Ainda não é possível definir como o mercado de fato será impactado. Entretanto, é certo que montadoras orientais estão mais sensíveis à mudança, como Chery, Lifan, Hafei e Kia. Estão isentas Toyota, Honda e Nissan, pois elas já têm fábricas em território nacional.

A JAC Motors do Brasil, umas das principais afetadas, informou no fim da tarde da sexta-feira que os carros que já estão em estoque nas lojas não terão preços alterados e que mantém com os planos para a construção de uma fábrica no Brasil. "O resultado desta nova alíquota de IPI na realidade equivale a um imposto de importação de 85% para os automóveis importados com origem fora do eixo do Mercosul e do México", critica a marca em comunicado, e ainda reforça que a "medida protecionista do Governo é ainda mais severa do que a mudança de alíquota de importação em 1995, quando subiu de 32% para 70%".

“O mercado ainda está instável. Podemos dizer que já apagamos o incêndio, mas agora é hora das montadoras avaliarem o que sobrou para decidirem qual caminho tomar”, conclui Garbossa.

Tabela de alíquotas de IPI para automóveis
  Empresas habilitadas Empresas não habilitadas
Até 1.0 Flex Gasolina 7% 37%
Até 1.0 Gasolina 7% 37%
De 1.0 até 2.0 Flex 11% 41%
De 1.0 até 2.0 Gasolina 13% 43%
Acima de 2.0 Flex 18% 48%
Acima de 2.0 Gasolina 15% 55%

por Aline Magalhães (Auto Esporte)

sábado, 10 de setembro de 2011

Renault bate recorde histórico de produção


Valor significa alta de 51% em relação a agosto de 2010

A Renault anunciou a conquista de um recorde histórico de produção, com o volume de 23.039 unidades produzidas no mês de agosto, somando veículos de passeio e utilitários.

Este valor representa alta de 51% em comparação a agosto de 2010. No acumulado do ano, a Renault produziu mais de 140.000 unidades (veículos de passeio e utilitários), uma produção 23,8% maior que o mesmo período de 2010.

Em termos de emplacamento, a Renault registrou aumento de 5,3% em agosto, enquanto o mercado cresceu 3,8%. No acumulado do ano, a Renault registra alta de 20,3% nos emplacamentos em relação ao mesmo período de 2010.

A Renault do Brasil manteve, em agosto, o segundo lugar no ranking mundial da marca, atrás apenas da França. No ranking acumulado do ano, o Brasil ocupa o terceiro lugar da Renault no mundo.

por Natali Chiconi (Quatro Rodas)

Produção cresce 5,9% em agosto e chega a 325 mil unidades


Número também supera agosto de 2010 e marca recorde no setor

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulgou números positivos sobre a indústria, hoje. Segundo dados da entidade, a produção de automóveis e comerciais leves alcançou 325.326 unidades no mês de agosto, uma alta de 5,9% sobre o mês de julho (307.198). O número também representa um crescimento de 5,5% sobre agosto do ano passado, quando foram produzidas 308.349 veículos.

As boas cifras de agosto também são positivas ao serem comparadas ao mês de julho, ao se levar em conta que o mês anterior contou com mais dias úteis. O acumulado do ano já registra um total de e 2.342.924 veículos produzidos, o que marca um crescimento de 4,4% sobre os oito primeiros meses de 2010.

Ao calcular os licenciamentos ocorridos no último mês, as 327.400 unidades de automóveis e comerciais leves foram uma alta de 6,9% sobre o mês de julho (306.200) e de 4,7% sobre agosto de 2010 (312.800).

Entre as marcas, a disputa pela liderança de produção segue concorrida. Fiat foi responsável pela produção de 67.331 unidades de veículos em agosto (52.644 automóveis e 14.667 comerciais leves), enquanto Volkswagen produziu 65.320 unidades (54.995 automóveis e 10.325 comerciais leves). GM foi a terceira maior produtora, com 50.919 unidades (45.723 autos e 10.196 comerciais leves). (colaborou Alberto Cataldi)

por Marina Jankauskas (Auto Esporte)

Bosch recomenda troca de palhetas do para-brisa uma vez ao ano


Com o passar do tempo e as constantes mudanças climáticas, as palhetas do para-brisa ressecam e inevitavelmente têm de ser removidas. A Bosch recomenda que elas sejam trocadas pelo menos uma vez por ano ou quando houver formação de faixas e riscos no vidro, ruído ou trepidação, formação de névoa ou falhas na limpeza, lâmina de borracha quebrada, torta ou rasgada.

De acordo com a fabricante, o motor do limpador de para-brisa é outro item que deve ser verificado a cada troca de palhetas. "Verifique também se o esguichador está desobstruído e corretamente posicionado, além de conferir as condições do braço do limpador”, alerta Daniel Lovizaro, chefe de Assistência Técnica da divisão Automotive Aftermarket da Robert Bosch Brasil.

Quanto a existência de danos aparentes em sua superfíicie e em suas articulações, ou se o mesmo se encontra torto ou desalinhado, pois isto pode causar trepidações e redução da eficiência da limpeza do parabrisa pela palheta", ressalta Daniel Lovizaro, chefe de Assistência Técnica da divisão Automotive Aftermarket da Robert Bosch Brasil.

As palhetas traseiras, presentes em alguns modelos de veículos, merecem a mesma atenção. Na hora de lavar o carro, Daniel diz que a limpeza das lâminas deve ser feita apenas com um pano umedecido em água, “nunca com querosene ou qualquer outro produto químico”, conclui.

por Portal O Mecânico (www.omecanico.com.br)

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Você sabe usar a embreagem corretamente ?


A embreagem é um dispositivo instalado entre o motor e a caixa de câmbio. Ela é responsável pelo engate e desengate de marchas do motor da transmissão, utilizando para isso os discos de fricção. A embreagem faz a conexão entre o motor e o câmbio, possibilitando a movimentação do veículo.

Conforme a necessidade de condução, ela se acopla ou se desacopla do motor, para reduzir ou aumentar as marchas. O uso correto da embreagem possibilita um ganho em sua vida útil, evitando gastos desnecessários e supresas desagradáveis quando ocorre um desgaste prematuro, por exemplo. Por isso, veja como utilizar adequadamente esse componente tão útil, quanto fundamental, aos veículos de câmbio mecânico:
 
- Nunca descanse o pé esquerdo sobre a embreagem, pois isso pode provocar um aquecimento do sistema, levando ao desgaste do componente.

- Utilize o pedal da embreagem somente no momento da troca de marcha.

- Nunca arranque com o veículo em 2ª marcha, mesmo estando em um declive.

- Ao parar em uma rampa, aguardando a abertura do semáforo ou a travessia de um cruzamento, por exemplo, utilize sempre o freio de serviço. Nunca segure o carro fazendo controle de embreagem por muito tempo,  isso provoca um desgaste excessivo do disco.

- Não arranque o veículo bruscamente, acionando marchas sem respeitar o tempo de resposta do motor.

- Ao se deparar com uma velocidade compatível, nunca reduza ou aumente as marchas de maneira brusca na tentativa de aumentar o torque ou alterar a rotação do motor. Assim como também devem ser evitadas reduções bruscas de velocidade, seja utilizando freio de serviço, seja utilizando o freio motor.

- A capacidade de carga do veículo deve ser respeitada. As montadoras disponibilizam esta informação no manual de uso e manutenção do automóvel. Ao carregar peso acima do limite especificado pelo fabricante, há risco de diminuir a vida útil da embreagem, bem como afetar o seu correto funcionamento.
 
por Redação SETE com Mecânico

Baterias Moura recebe certificado de gestão ambiental


A Baterias Moura acaba de receber a certificação do seu inventário de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) referente a 2009. O documento segue a metodologia internacional GHG Protocol e faz parte do projeto Carbono Zero, que tem o objetivo de neutralizar em 30% a geração de carbono da empresa até 2015.

Com o certificado do inventário em mãos, a próxima etapa do Carbono Zero inclui criação de sistema de monitoramento à gestão de emissões, realização de estudos e trabalhos sobre projetos de neutralização, e o acompanhamento das ações para chegar à meta.

Para medir as emissões do GEE, a Moura utilizou um software para calcular e gerenciar as informações. Outras ações que estão sendo desenvolvidas são o reflorestamento de 364 hectares, e a utilização do Gás Natural no lugar do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) e do óleo residual combustível (BPF), nas unidades de Pernambuco.

por Portal O Mecânico (www.omecanico.com.br)