sábado, 27 de abril de 2013

SKF desenvolve primeiros rolamentos no Brasil


A SKF do Brasil anunciou que sua equipe de engenharia acaba de desenvolver dois rolamentos de roda de segunda geração para abastecer a linha de produção de duas fabricantes de veículos instaladas no País. Segundo a empresa, o projeto é inédito na subsidiária brasileira e as primeiras peças serão produzidas no final do primeiro semestre de 2013. O projeto levou dois anos para ser concluído.

A fabricante destaca que as peças devem ajudar as montadoras a se adequarem às exigências do Inovar-Auto, regime automotivo criado pelo Governo Federal com o intuito de fomentar o desenvolvimento da indústria nacional automotiva por meio de pesquisa e inovação local. Também segundo a SKF, os novos rolamentos, quando comparados às soluções utilizadas atualmente no Brasil, são mais leves, resistentes, geram menos atrito e possuem vida útil mais longa, além de já estarem adaptados à exigência da obrigatoriedade do ABS a partir de 2014.

“Conseguimos aumentar em 30% a vida útil desse conjunto. Outro ganho foi com o peso, reduzido em cerca de 9%. A utilização de simulações numéricas foi fundamental para  alcançar essas melhorias, impactando positivamente na redução do consumo de combustível e emissão de CO2 dos veículos.”, explica o gerente de engenharia de aplicação da SKF do Brasil, Fabrício Teixeira.

por Portal O Mecânico (www.omecanico.com.br)

JAC produzirá carros elétricos nos EUA


Marca chinesa fechou acordo com Green Tech Alliance

A JAC Motors assinou um acordo com a norte-americana Green Tech Alliance para produzir veículos elétricos nos Estados Unidos.

Segundo as empresas, a previsão é fabricar até dois mil veículos equipados com motores elétricos e baterias fabricadas pela Green Tech. A empresa afirma que a bateria de 19 kWh é suficiente para entregar uma autonomia de 161 quilômetros, sendo que o processo recarga leva entre seis e oito horas para ser concluído.

À princípio, os veículos da JAC serão destinados aos Estados Unidos, mas futuramente os veículos poderão ser exportados para outros mercados. Atualmente, a Green Tech fabrica apenas o MyCar, um automóvel de dois lugares feito para rodar em trajetos de baixa velocidade dentro dos grandes centros urbanos.

“A produção dos veículos de passageiro com cinco lugares é uma extensão natural de nossa linha, atualmente composta pelo MyCar. A parceria entre JAC e GTA (Green Tech Alliance)nos permitirá expandir nossa linha de produtos com um novo sedã, fornecendo ao mercado todas as nossas tecnologias com um preço competitivo”, declarou Marianne McInerney, vice-presidente executiva de vendas e marketing da Green Tech.

por Vitor Matsubara (Quatro Rodas)

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Presidente da VW critica falta de competitividade no Brasil


Thomas Schmall ressaltou dependência do mercado doméstico, mas também elogiou país

O presidente da Volkswagen do Brasil, Thomas Schmall, criticou a falta de competitividade do país, que prejudicaria as exportações do setor automotivo.

"A competitividade não é suficiente para exportar e, por isso, dependemos do mercado doméstico", afirmou o executivo em um seminário sobre o Inovar-Auto, realizado em São Bernardo do Campo (SP).

Para defender seu ponto-de-vista, Schmall comparou o Brasil com a China. Os países possuem taxas de investimentos de, respectivamente, 19% e 51% sobre o Produto Interno Bruto (PIB).

"A China reverte 48% de seu investimento total à melhoria da produtividade", disse. Por outro lado, Schmall exaltou o aumento no consumo interno e lembrou que uma grande parcela da população brasileira (aproximadamente 40%) não possuem renda suficiente para comprar um veículo. “Por isso o Brasil é tão atraente para as montadoras. O potencial aqui é imenso”.

Justamente devido à ascensão das classes mais baixas, Schmall aposta no aumento da importância dos modelos de entrada. Atualmente respondendo por 11,6% das vendas de veículos novos, eles devem chegar a 19,8% do volume total no início da próxima década.

"Temos muito interesse de crescer junto com Brasil, pois as perspectivas são positivas. O crescimento não será linear, sempre teremos ajustes no mundo e no Brasil será a mesma coisa. Mas no médio e longo prazo o mercado vai crescer", concluiu Schmall, que aproveitou a ocasião para reafirmar os investimentos de 8,7 bilhões de reais na modernização e ampliação de novas fábricas, além do desenvolvimento de novos produtos.

por Vitor Matsubara (Quatro Rodas)

quinta-feira, 25 de abril de 2013

MWM International Motores completa 60 anos de existência


A MWM International Motores completa 60 anos desde sua criação. Agregada ao grupo Navistar, a fabricante de motores diesel detém 30% de market share no Brasil e oferece uma linha de motores de 2,5 até 13 litros, e de 50 a 428 cavalos de potência.

A empresa também celebra neste mês os 4 milhões de motores produzidos e planeja alcançar a marca de 140 mil motores fabricados em 2013, o que significa um crescimento de 25% em relação ao ano anterior. “Temos qualidade e capacidade produtiva para atingir essa meta. Nossos parceiros estão cientes desse desafio e dispostos a crescerem conosco”, declara o presidente da empresa, José Eduardo Luzzi. O desenvolvimento de produtos e aprimoramento de tecnologias integram os planos da companhia, considerada o centro de excelência para abastecer a Navistar, o grupo norte-americano do qual a MWM faz parte.  “Historicamente, a MWM desenvolve suas tecnologias no Brasil e as exporta para os demais países como para a própria sede da Navistar, nos Estados Unidos”, explica José Eduardo.

Outra notícia importante para a MWM em 2013 é a retomada da produção em sua unidade na Argentina, que passará a produzir os modelos série 229, NGD 9.3 e MaxxForce 4.8/7.2 para abastecimento do mercado local. Inicialmente, a fábrica terá capacidade para produzir 5 mil motores ao ano em um único turno. “Estamos adequando nossa capacidade produtiva para atender à demanda do mercado que está em crescimento. Se todos os projetos que estamos envolvidos se consolidarem, acreditamos que em 2013 vamos superar nossos objetivos”, afirma o presidente da empresa.

por Portal O Mecânico (www.omecanico.com.br)

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Dayco lança de velas de ignição no mercado brasileiro


A Dayco está lançando no mercado de reposição nacional sua linha de velas de ignição. De acordo a fabricante, a linha cobre praticamente 100% da frota de automóveis e comerciais leves, nacionais e importados em circulação no mercado brasileiro.

O diretor comercial e de aftermarket para a América do Sul da Dayco, Sílvio Alencar, conta que as velas da marca foram desenvolvidas mediante os mais rigorosos padrões de exigência do mercado mundial. “Foram necessários seis meses de validação técnica pela equipe de engenharia e Pesquisa e Desenvolvimento da Dayco no Brasil. Em 60 dias, as novas velas Dayco estarão disponíveis nas lojas e distribuidores em todo o território nacional”, garante.

Segundo a fabricante, a linha de velas de ignição Dayco inclui o modelo convencional, resistiva e Green Plug, sendo que todas têm como diferencial o eletrodo central com 95% a mais de níquel do que os modelos disponíveis no mercado. Isso faz com que sejam mais resistentes à temperaturas elevadas e mais duráveis. A Dayco também ressalta que a cerâmica empregada é a isostática, material que proporciona produção constante e homogênea de faíscas com a diminuição da descarga elétrica e manutenção da tensão constante.

Entre os modelos de velas, a Dayco explica que a vela resistiva possui um resistor interno entre 1 e 7,5 k  (dependendo da aplicação) que tem por função reduzir os ruídos e interferências eletromagnéticas provocadas pelo sistema de ignição (RFI). Esse tipo de vela é indicado para veículos que possuem diversos sistemas eletrônicos, como injeção eletrônica de combustível, câmbio automático com gerenciamento eletrônico, controle eletrônico de tração/estabilidade e airbag, entre outros.

Já o tipo Green Plug, diferentemente da vela convencional, na qual a faísca ocorre no centro dos eletrodos, tem a faísca produzida na lateral dos eletrodos, o que diminui a perda de energia, torna a faísca mais forte e otimiza a queima da mistura ar/combustível. A maior eficiência do motor proporcionada por essa vela reduz a emissão de gases poluentes, permite partidas mais rápidas e diminui a possibilidade de carbonização e superaquecimento.

por Portal O Mecânico (www.omecanico.com.br)

Montadoras investirão R$ 60 bilhões até 2017


Desse montante, até R$ 14 bilhões serão destinados a pesquisas

As montadoras automotivas deverão investir R$ 60 bilhões no Brasil até o final de 2017. De acordo com Luiz Moan, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), serão R$ 12 bilhões anuais, aumento de R$ 4 bilhões ao ano em relação ao que foi praticado entre 2008 e 2012.

Do total anunciado para os próximos cinco anos, até R$ 14 bilhões serão direcionados para as áreas de pesquisa e desenvolvimento, indo ao encontro da proposta do Inovar-Auto, regime automotivo regulamentado pelo governo federal no final de 2012.

A Anfavea também revelou que pretende ampliar o número de exportações para 1 milhão de veículos ao ano - atualmente, são 420 mil no período. Por fim, outro objetivo revelado é o crescimento da produção interna, atualmente estimada em 3,4 milhões de veículos/ano, para 5,5 milhões de carros/ano.

por Rodrigo Furlan (Quatro Rodas)

Governo oficializa desoneração do setor do etanol


Renúncia fiscal em 2013 será de R$ 970 milhões

O ministro da Fazenda Guido Mantega confirmou na terça-feira (23) que o governo federal promoverá a desoneração do setor do etanol. Até o final de 2013, haverá renúncia fiscal de R$ 970 milhões, enquanto nos anos seguintes o montante abdicado será de R$ 1,181 bilhão/ano.

De acordo com o ministro, o governo reduzirá a incidência de PIS e Cofins para as empresas do setor, atualmente definida em R$ 0,12 por litro. Será concedido crédito correspondente a esse valor.

Outra novidade anunciada pelo ministro é a linha de crédito Pró-Renova, com R$ 4 bilhões destinados à renovação da plantação de cana, com prazo de 72 meses e taxa de juros de 5,5% ao ano.

por Rodrigo Furlan (Quatro Rodas)